quarta-feira, 26 de agosto de 2026 PortaisSobre🌓
🇵🇹 PT ▾
ÚLTIMA HORA
Últimas

Nepal. "Felizmente, fiquei preso numa árvore"

Observador ·
Nepal. "Felizmente, fiquei preso numa árvore"

Bibek Kumal, de 24 anos, trabalhava em Bidur, a jusante de Rasuwa, o distrito mais atingido pelas inundações desta quarta-feira, junto à fronteira entre o Nepal e o Tibete, na China. O jovem nepalês estava a cavar uma fossa sanitária, com cerca de 1,5 metros de profundidade, no exterior de uma casa quando ouviu os quatro colegas de trabalho a gritarem para que saísse dali. Pouco depois, uma parede de água, lama e pedras desabou sobre a zona, arrastando-o a ele e tudo o que se encontrava nas proximidades.

“Comecei a correr. Depois, uma parede de água desceu com estrondo, como se fosse um terramoto”, contou Kumal, já no hospital, em Katmandu, onde estava acompanhado pelo irmão, em declarações à Reuters , assumindo que acredita ter sido salvo por uma árvore. “Felizmente, fiquei preso numa mangueira”, disse. “Caso contrário, teria sido arrastado pela torrente e morrido “.

Pelo menos 98 mortos e centenas de desaparecidos, incluindo uma cidadã portuguesa, em inundações no Nepal

O sobrevivente contou ainda que, enquanto permanecia agarrado à árvore, viu a casa onde trabalhava ser arrastada pela força da água , embora a casa onde vive, situada noutra zona, não tenha sofrido danos.

Mais tarde, a polícia encontrou Bibek Kumal e conseguiu resgatá-lo. O jovem de 24 anos sofreu ferimentos na perna direita, depois de ter sido atingido primeiro pela força da água e, de seguida, por uma grande pedra.

Na cama do hospital em frente a Bibek Kumal estava Rihana Lamichhane, uma criança de 11 anos que também sobreviveu às inundações , embora tenha sofrido ferimentos no peito e nas pernas.

“Estou feliz por estar em segurança. Não faço ideia do que aconteceu aos meus amigos “, afirmou a menor, segundo a Reuters . “Eu estava na escola. Fecharam-na por causa das cheias e disseram-nos para irmos para casa. Quando estava a atravessar o rio, de repente, a água da cheia começou a avançar”.

A mãe da criança, Rita, contou que correu à procura da filha depois de receber um telefonema de uma amiga. “Sinto-me aliviada por a ter encontrado sã e salva”, disse.

Outras vítimas das inundações, também feridas, recebiam tratamento no mesmo hospital que Kumal, enquanto continuavam a chegar mais feridos à capital, Katmandu. No exterior da unidade de saúde, juntaram-se familiares e amigos das vítimas, bem como pessoas que se deslocaram ao local para prestar apoio .

Pelo menos 157 pessoas morreram na sequência de uma avalanche de gelo e rocha que provocou, esta quarta-feira, inundações repentinas no Nepal. As autoridades afirmaram que, no total, 403 pessoas foram dadas como desaparecidas, entre as quais uma cidadã portuguesa.

[De regresso a Portugal, Carvalhão Gil garante que não se vendeu aos russos e que nem sequer sabia que o homem com quem foi detido trabalhava para o SVR. Para ele, era só um “parceiro de negócios”. Mas as buscas às casas do espião contam uma história diferente: a PJ encontra milhares de euros escondidos em casacos, gavetas e envelopes; dezenas de documentos secretos espalhados pelas várias divisões; e até um revólver dissimulado numa estante. Já está disponível o quinto episódio do novo Podcast Plus “A Vida Dupla do Espião Traidor”.

Ler a notícia completa no Observador ›

Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em observador.pt — o conteúdo pertence a Observador.

Mais de Observador

Ver tudo ›

Mais em Últimas

Ver tudo ›