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Trump: "não há pressa" no regresso às negociações com Irão

Observador ·
Trump: "não há pressa" no regresso às negociações com Irão

O Presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou esta quarta-feira não ter pressa nem prazo para reatar negociações de paz com o Irão e alegou que mantém uma “grande vantagem” sobre a República Islâmica, após quase seis meses de guerra.

“Não tenho pressa. Não tenho prazo nenhum. Estamos a ganhar por uma larga margem”, declarou Trump em entrevista à estação Al-Jazeera sobre o processo de diálogo com Teerão, que se encontra parado.

O líder norte-americano reiterou que o Irão enfrenta uma “enorme inflação” e que a sua “economia está em colapso”.

Repetiu ainda que os líderes iranianos “tratam muito mal o seu povo e estão a matar muitos manifestantes”.

Estas declarações surgem dois dias depois de Washington ter anunciado a operação “Pária Económico”, que procura sancionar qualquer pessoa ou entidade que negoceie com o Irão.

As novas medidas, que ainda não foram implementadas, juntam-se ao bloqueio naval norte-americano aos portos e costas iranianas , em resposta à ameaça militar que Teerão impôs desde o início da guerra no estreito de Ormuz , por onde passavam anteriormente 20% dos hidrocarbonetos mundiais, fazendo disparar os preços do petróleo.

Questionado se as medidas de asfixia económica contra o Irão produzem mais resultados do que um ataque militar, o líder da Casa Branca disse que “ambos são eficazes”, depois de o secretário da Defesa norte-americano, Pete Hegseth, não descartar o regresso do uso da força.

Noutra entrevista, concedida ao radialista conservador Glenn Beck, Donald Trump insistiu que o estreito de Ormuz “está completamente operacional” e sob controlo dos Estados Unidos e que 32 navios transitaram por esta passagem na última noite.

Teerão alega porém o contrário e as empresas de rastreamento marítimo indicam números de travessias bastante mais baixos nos últimos dias.

À margem dos Estados Unidos, os ministros dos Negócios Estrangeiros de Omã, Badr al-Busaidi, e do Irão, Abbas Araghchi, reuniram-se em Teerão na terça-feira, para discutir a criação de um corredor marítimo temporário no estreito de Ormuz, que inclui operações de desminagem.

Segundo as duas partes, as negociações vão continuar para estabelecer um corredor permanente e definir a futura gestão do estreito, bem como um mecanismo para “fornecer os serviços de navegação e segurança necessários”.

Assim que o acordo provisório estiver concluído, Teerão e Mascate terão entre 30 e 60 dias para negociar uma rota permanente, segundo o vice-ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano, Kazem Gharibabadi, que excluiu a presença em Ormuz de qualquer embarcação militar num futuro entendimento.

De acordo com a Guarda Revolucionária iraniana, envolvida nestas negociações, foram alcançados “alguns acordos” com Omã “relativos à quota de cada país nas águas do estreito” e “às suas receitas”.

Washington já avisou que se opõe a partes do acordo em desenvolvimento , incluindo a gestão conjunta da rota de saída da passagem marítima, e Donald Trump ameaçou Omã com bombardeamentos caso o sultanato se colocasse “no caminho” dos interesses norte-americanos.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em observador.pt — o conteúdo pertence a Observador.

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