Pobreza persistente afetava 61,7% das pessoas pobres em Portugal em 2025
A pobreza persistente afetava 61,7% das pessoas pobres em Portugal, em 2025, de acordo com os resultados do estudo “Trajetórias da Pobreza e da Privação”, divulgados esta quarta-feira, 14 de outubro, no âmbito do projeto “Portugal, Balanço Social”.
“Entre 2022 e 2025, cerca de um quarto da população (25,6%) esteve em pobreza pelo menos durante um ano e 6,9% permaneceu nessa situação ao longo dos quatro anos” , segundo os dados recolhidos para este trabalho.
Já a percentagem de crianças em pobreza persistente diminuiu para metade entre 2015 e 2025, de 18,1% para 9,3%.
No ano passado, 9,5% da população residente em Portugal vivia em risco de pobreza persistente, o que significa que se encontrava em risco de pobreza nesse ano e tinha estado na mesma situação em pelo menos dois dos três anos anteriores.
Entre os 15,4% da população que vivia em risco de pobreza no ano passado, 61,7% encontrava-se numa situação de pobreza persistente.
O trabalho, desenvolvido pela Universidade Nova, acompanhou os mesmos indivíduos durante períodos de quatro anos, o que permitiu distinguir situações transitórias de vulnerabilidade de situações em que a pobreza e a privação se prolongam no tempo e nas quais os mecanismos de exclusão podem ser mais difíceis de reverter, explicou a equipa de investigadores, em comunicado.
“Os resultados mostram que a taxa de pobreza de um determinado ano esconde trajetórias muito díspares” , assinalaram.
“Destes, 8,8% estiveram em risco de pobreza durante um ano, 5,3% durante dois, 4,6% durante três e 6,9% permaneceram em risco de pobreza nos quatro anos.
Em contraste, 74,4% da população nunca esteve em risco de pobreza durante o período” , sublinharam no documento.
A evolução da última década revelou, ainda assim, “uma melhoria significativa”.
A taxa de pobreza persistente passou de 13,6% em 2015 para um mínimo de 7,1% em 2024.
“Em 2025, contudo, verificou-se uma inversão desta evolução recente, com o indicador a subir para 9,5%” , observaram.
A última década revelou também uma alteração no perfil etário da pobreza persistente.
“Se no início do período analisado eram as crianças e jovens que apresentavam maior incidência, em 2025 são as pessoas com 65 ou mais anos que registam a taxa mais elevada, de 10,6%, face a 9,3% entre os menores de 18 anos e 9,0% entre a população dos 18 aos 64 anos” .
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.dn.pt — o conteúdo pertence a Diário de Notícias.