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Atual e antigos administradores da RTP chamados ao parlamento para explicar subsídios considerados indevidos

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Atual e antigos administradores da RTP chamados ao parlamento para explicar subsídios considerados indevidos

A Inspeção-Geral das Finanças (IGF) e membros de várias administrações da RTP, incluindo a atual, vão ser chamados ao parlamento para darem explicações sobre a atribuição de subsídios considerados indevidos, após aprovação unânime de vários requerimentos pela comissão de Orçamento, Finanças e Administração.

Em causa estavam propostas apresentadas pelos grupos parlamentares de Iniciativa Liberal (IL), Partido Socialista (PS), Partido Social Democrata (PSD) e Chega, que foram votadas em bloco durante a reunião na manhã de quarta-feira.

As propostas, para audição conjunta com a Comissão de Cultura, Comunicação, Juventude e Desporto, foram aprovadas pelos quatro partidos que apresentaram os requerimentos, sendo os únicos presentes na reunião.

Entre os nomes citados nos requerimentos estão o atual presidente do Conselho de Administração da RTP, Nicolau Santos, constante nos quatro requerimentos, bem como os seus antecessores Gonçalo Reis (presente nos requerimentos de IL, PS e Chega e ausente do documento do PSD) e Guilherme Costa (unicamente requerido pelo PS).

Também os antigos administradores Nuno Artur Silva, Cristina Vaz Tomé, Ana Dias da Fonseca, Luísa Ribeiro, Luís Marinho e Luís Marques são nomeados nos vários requerimentos.

Os quatro requerimentos defenderam ainda a chamada da IGF, na figura do seu diretor-geral, António Ferreira do Santos, e, no caso dos textos da IL e do Chega, também dos autores do relatório.

O requerimento do Chega pede, ainda, a audição do Conselho Fiscal e do Conselho Geral Independente (CGI) da RTP, enquanto o PS pede a audição de Vítor Caldeira, membro da CGI.

Na discussão da proposta, o deputado liberal Mário Amorim Lopes destacou que a auditoria “foi solicitada por esta mesma comissão e, portanto, é importante que esta mesma comissão agora ouvisse os resultados desse relatório”.

O deputado da IL considerou ser importante ouvir os representantes das entidades, incluindo as várias administrações da RTP no período em causa.

A socialista Marina Gonçalves disse ser “fundamental fazer esta avaliação” e que “não deve prender-se apenas ao pedido do relatório”, mas também perceber o custo histórico destes subsídios.

O social-democrata João Antunes dos Santos defendeu as audições, mas sublinhou que não faz sentido avançarem enquanto o parlamento não tiver conhecimento do relatório final.

“O que sabemos é que a RTP foi notificada pelo projeto de relatório, a RTP exerceu o contraditório e agora aguardará pelo relatório final da IGF”, apontou.

“Parece-nos que não faz sentido estar a fazer audições com base em notícias quando será uma questão de tempo até termos um documento público – pelo menos ao conhecimento desta comissão”, referiu.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.dn.pt — o conteúdo pertence a Diário de Notícias.

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