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"Metade dos portugueses experiencia stress devido à sua condição financeira"

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"Metade dos portugueses experiencia stress devido à sua condição financeira"

Quase metade dos portugueses sofre de stress devido à sua condição financeira.

Em entrevista a propósito do Dia Mundial da Saúde Mental, que se assinala este sábado, 10 de outubro, Sérgio Cardoso, Chief Education Officer do Doutor Finanças, reafirma uma das conclusões retiradas de um estudo realizado pela instituição.

Em entrevista ao DN, explica ainda como o silêncio e o tabu em torno do dinheiro agravam o sofrimento psicológico e defende que a literacia financeira e a organização do orçamento são ferramentas essenciais para reduzir a incerteza e proteger o bem-estar mental das famílias.

O dinheiro também pesa na saúde mental.

De que forma as preocupações financeiras se transformam em problemas de ansiedade e stress clínico? O dinheiro pesa porque está ligado a necessidades muito concretas: ter uma casa, pagar as contas, cuidar dos filhos ou responder a uma emergência.

Quando sentimos que alguma destas responsabilidades pode estar em risco, a preocupação dificilmente fica limitada ao momento em que consultamos a conta bancária.

Acompanha-nos ao longo do dia.

O estudo “Bem-Estar Financeiro em Portugal: Uma Perspetiva Comportamental”, desenvolvido pelo Doutor Finanças em parceria com a Laicos, com chancela científica da Faculdade de Psicologia da Universidade de Lisboa e da NOVA IMS, mostrou que quase metade dos portugueses experiencia stress devido à sua condição financeira.

São resultados de uma recolha realizada em 2024, que ajudam a perceber a dimensão desta relação.

É importante distinguir esta preocupação de uma perturbação clínica, cuja avaliação pertence aos profissionais de saúde.

Mas sabemos que dificuldades financeiras e problemas de saúde mental podem alimentar-se mutuamente: as dificuldades agravam o sofrimento e esse sofrimento pode, por sua vez, tornar mais difícil gerir o dinheiro ou pedir ajuda.

Do ponto de vista da educação financeira, devemos ajudar as pessoas a compreender a sua situação e a identificar alternativas.

Com uma ressalva essencial: um orçamento ajuda-nos a perceber o problema; não faz desaparecer a insuficiência de rendimento.

Há situações que exigem organização e outras que exigem também apoio económico, social e clínico.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.dn.pt — o conteúdo pertence a Diário de Notícias.

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