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Macron acusa extrema-esquerda radical de querer “derrubar a República”

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Macron acusa extrema-esquerda radical de querer “derrubar a República”

O Presidente francês denunciou esta quinta-feira “atos sediciosos” de grupos de “extrema-esquerda”, acusando-os de quererem “derrubar a República”, após atos de violência e pilhagens cometidos à margem das manifestações de sábado contra o custo de vida.

“ Assistimos a atos políticos e até sediciosos, levados a cabo por grupos organizados de extrema-esquerda que visam derrubar a República “, afirmou Emmanuel Macron, no final de uma reunião no Palácio do Eliseu, sede da presidência francesa, com os responsáveis dos serviços de informações, acusados de terem antecipado mal a mobilização, a seis meses das eleições presidenciais.

“ É isso que estes grupos de extrema-esquerda assumem, com extrema perigosidade, uma violência muito acentuada e planeamento.

A par disso, houve atos de delinquência, perante os quais também temos de agir com a maior firmeza, mas que são de natureza diferente” , sublinhou.

“Houve vários milhares de detenções para interrogatório e várias centenas de pessoas foram encarceradas.

O trabalho vai prosseguir […], mas o ministro da Justiça pediu, com toda a razão, a maior severidade ao Ministério Público”, disse Macron.

Macron confirmou também o que as autoridades policiais já tinham anunciado, as restrições às manifestações nos próximos dias para restabelecer a ordem na sequência dos distúrbios de sábado passado e revelou a convocação de um Conselho de Defesa para sexta-feira, com o objetivo de adotar medidas de segurança adicionais.

O Presidente francês explicou que os prefeitos poderão proibir concentrações que não sejam convocadas por organizações sindicais quando exista risco de perturbação da ordem pública, enquanto as manifestações sindicais autorizadas poderão realizar-se, mas por percursos alternativos, para proteger estabelecimentos comerciais e edifícios públicos.

UE investiga desinformação russa sobre protestos em França Ler Mais Uma segunda jornada de protestos contra o custo de vida está prevista para sábado, em toda a França.

Para esta nova mobilização, o dispositivo das forças de segurança será “20% superior” ao da semana passada , anunciou esta quinta-feira o ministro delegado junto do Ministério do Interior, Jean-Didier Berger.

No sábado, apenas serão autorizadas as manifestações organizadas pelos sindicatos, advertiu Macron.

Por outro lado, o primeiro-ministro, Sébastien Lecornu, tem previsto reunir-se na segunda-feira com “organizações de estudantes do ensino secundário e superior, de professores, sindicais e patronais, as autarquias e os deputados, para que o diálogo e os trabalhos prossigam em torno dos pedidos e das reivindicações legítimas”, anunciou Macron.

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