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EUA: Compra de obrigações pelo Tesouro vista como positiva para as ações

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EUA: Compra de obrigações pelo Tesouro vista como positiva para as ações

A 17 de agosto as obrigações a 30 anos dos Estados Unidos (EUA) atingiram os 5,31%, um máximo de 2007.

Isto forçou o Tesouro norte-americano, liderado por Scott Bessent, a anunciar o reforço (a 19 de agosto), a partir de 9 de setembro e com duração até 4 de novembro, do programa de compras de obrigações, nos prazos entre os 10 e os 30 anos, em pelo menos o dobro, fazendo subir o limite mínimo por operação de dois mil milhões de dólares para os quatro mil milhões de dólares (1,7 mil milhões de euros e 3,4 mil milhões de euros).

No dia do anúncio do Tesouro as yields [juros pagos por deter obrigações] das obrigações dos Estados Unidos, a 30 anos, caíram para os 5,19% quando no dia anterior estavam nos 5,28%.

Mas não duraram muito.

Até 24 de agosto subiram até aos 5,23% para sofrerem uma nova quebra para os 5,17% a 25 de agosto.

Na sessão de 1 de setembro voltaram a subir para 5,27%.

Mesmo assim ainda estão 0.04 pontos percentuais (p.p.) abaixo do pico atingido a 17 de agosto.

E já com o efeito do discurso do presidente da Reserva Federal norte-americana (Fed), em Jackson Hole, na sexta-feira 28 de janeiro onde transpareceu uma mensagem de uma política monetária mais agressiva (ou hawkish ), ou seja com subida das taxas de juro, caso a inflação se mantenha acima do previsto.

Mas a intervenção de Scott Bessent não esconde também outra realidade.

As obrigações norte-americanas, a 30 anos, atualmente pagam um prémio mais elevado face a outros países.

O mesmo seria dizer que os investidores estão a atribuir um maior risco aos Estados Unidos, face a outras geografias, exigindo por isso uma remuneração mais elevada para segurar dívida norte-americana.

Isso é ilustrado pelas yields .

A 1 de setembro as obrigações [a 30 anos] do Canadá estavam nos 4,14%, as da Alemanha nos 3,81%, as do Japão nos 4,18%, as de França nos 4,93%, e as Portugal nos 4,31%, e as de Espanha nos 4,45%.

Com os Estados Unidos a gerarem mais desconfiança junto dos investidores, face a outros congêneres, que efeito é que esta intervenção do Tesouro norte-americano pode ter nas bolsas? E até que ponto o reforço do programa de compras pelo Tesouro dos EUA pode mudar a perceção de risco dos investidores? Os analistas consideram, na sua maioria, que o efeito nas bolsas pode ser positivo, apesar do montante anunciado ser reduzido face ao valor do mercado de obrigações, que o efeito nas bolsas pode ser positivo.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em jornaleconomico.sapo.pt — o conteúdo pertence a Jornal Económico.

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