As notícias das 9h
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Começamos este jornal com uma notícia, Observador, sobre as buscas de ontem à Polícia Judiciária. Há contradições nos documentos que levaram à queixa contra o director nacional da PJ.
O Ministério Público fez buscas na sede no âmbito de uma investigação que envolve o director nacional, Carlos Cabreiro. A investigação procura descobrir indícios de que houve escutas ilegais no processo Futebol Leaks, o processo que levou à condenação do Équer Rui Pinto e do advogado Aníbal Pinto. Esta investigação do Ministério Público resulta de uma denúncia de um coordenador da PJ. O Observador teve acesso a uma das queixas que fazem parte desta denúncia e detectou três contradições, como explica o redactor principal do Observador, Luís Rosa.
Em primeiro lugar, o documento mais importante, que refere a colocação de aparelhos que se deduzem que sejam aparelhos de escuta ambiental, escuta ambiental essa que seria ilegal. Esse documento, por exemplo, não está assinado. Em segundo lugar, há outra questão relevante, outra contradição relevante, é que as datas dos documentos não batem certo. Ou seja, o encontro que está aqui em causa, que teria sido alvo de escuta ambiental ilegal, é um encontro que ocorreu na autoestrada A5, na estação da Galp da autoestrada A5, no dia 21 de outubro de 2015. Ora, os documentos que foram apresentados como alegada prova de escuta ambiental ilegal não batem certo com essa data. Um documento, por exemplo, que é o pedido para a ativação da escuta ambiental, da alegada escuta ambiental, por exemplo, só refere vigilância, não refere nenhuma escuta ambiental e, por outro lado, tem a data do dia 9 de Outubro e com prazo para expirar no dia 15 de Outubro. Por outro lado, há mais dois documentos que referem duas datas diferentes e nenhuma delas é o dia 21 de Outubro.
As explicações do redactor principal do Observador, Luís Rosa. Carlos Cabreiro foi alvo de uma denúncia por parte de um coordenador da Judiciária. O advogado Aníbal Pinto apresentou uma queixa com base na mesma documentação.
E continuamos na análise. O editor de política do Observador considera que, neste momento, não é correto pedir a demissão de Carlos Cabreiro. Rui Pedro Antunes defende que é preciso esperar pelo final da investigação para tirar ilações políticas.
Tendo em conta todas estas pontas soltas, dizer: "O director da PJ tem que sair porque os factos imputados são graves e, portanto, em nome da credibilidade da instituição". Não. O que este artigo jornalístico do Luís Rosa e do João Mudim mostra é precisamente o contrário. Ainda bem que está a ser investigado e é preciso esperar pela conclusão da investigação pra tirar também conclusões sobre aquilo que é a credibilidade do actual director nacional da PJ.
O editor de política do Observador, Rui Pedro Antunes, que esteve há pouco no "E o Vencedor é". Ainda na reação a este caso, o secretário-geral do PS pede esclarecimentos rápidos à ministra da Justiça.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em observador.pt — o conteúdo pertence a Observador.