Mordido por cobra em Abrantes teve de tomar antídoto: E se for atacado?
U m homem mordido por uma cobra na localidade de Pucariça, no concelho de Abrantes, teve de receber soro atiofídico várias horas após o incidente e já depois de ter tido alta.
De acordo com O Mirante , que avança com a notícia, o homem foi assistido no serviço de urgência do Hospital de Abrantes pelas 16h de um dia. Nessa altura, por não haver indicação médica para tal, não recebeu o antídoto e teve alta.
Contudo, pelas 4h30, regressou ao hospital, por indicação do Centro de Informação Antivenenos, e recebeu o soro antiofídico.
Ao Notícias ao Minuto a Unidade Local de Saúde (ULS) do Médio Tejo, à qual pertence o Hospital de Abrantes, não teceu comentários sobre o caso em questão, por estar "legalmente obrigada a proteger a confidencialidade e os dados clínicos dos seus utentes".
Porém, explicou que a administração de antiveneno não é automática após uma mordedura e depende da evolução dos sintomas, dos resultados das avaliações clínicas e é decidida, habitualmente, em articulação com o Centro de Informação Antivenenos.
"Em termos gerais, as situações de mordedura de serpente são avaliadas de acordo com os sinais e sintomas apresentados em cada momento e com a sua evolução clínica", esclareceu a unidade hospitalar, acrescentando que "a decisão depende da progressão dos sintomas e da avaliação médica, habitualmente com o apoio do Centro de Informação Antivenenos".
"Quando não existem sinais de gravidade", realçou ainda a ULS, "o utente pode permanecer em observação e, mantendo-se clinicamente estável, ter alta com indicação expressa para regressar ao Serviço de Urgência caso surjam sinais de alarme ou agravamento dos sintomas". E, se tiver uma "evolução desfavorável, é realizada uma nova avaliação e ajustado o tratamento à situação clínica então apresentada".
Conta ainda a Médio Tejo que nos últimos 10 anos, foram registados quatro casos semelhantes nas suas unidades e revela: "por serem medicamentos de utilização rara e muito específica, os soros antiofídicos encontram-se geralmente concentrados nos hospitais centrais do país".
Mas isso não faz com que não chegue ao doente. "Sempre que a sua administração é considerada necessária, a disponibilização é articulada de imediato entre as unidades hospitalares", assegura a ULS.
Em caso de mordedura de cobra ou víbora, a ULS aconselha a "manter a calma, imobilizar o membro afetado e retirar anéis, relógios, pulseiras ou roupa apertada, uma vez que o inchaço pode aumentar rapidamente".
O local pode ser lavado com água e sabão. No entanto, "não se deve aplicar gelo ou calor, tentar sugar o veneno, cortar a ferida ou colocar um torniquete, práticas que podem agravar a situação".
Deve ser contactada a Linha SNS 24, através do número 808 24 24 24, ou o Centro de Informação Antivenenos, pelo 800 250 250, para obter orientação. Perante sinais de gravidade ou um agravamento rápido dos sintomas, deve ser contactado o 112.
Um jovem jogador de futebol americano de um liceu do Arkansas não ganhou para o susto quando durante o treino descobriu uma cobra venenosa dentro do capacete. Tratava-se da segunda cobra mais venenosa encontrada naquele estado.
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