Dez inseminações pós-morte desde 2024 em Portugal. Nasceram dois bebés
D esde 2024, foi realizado uma dezena tratamentos com recurso à inseminação pós-morte em Portugal. Destas 10 inseminações, duas resultaram em "gestações terminadas com partos", ou seja, no nascimento de bebés.
Os dados foram facultados pelo Conselho Nacional de Procriação Medicamente Assistida (CNPMA) ao Notícias ao Minuto e dão conta de 10 inseminações em 2024 com recurso a sémen de dador falecido e nenhuma em 2025.
Já quanto a 2026, ainda não há dados. "Não temos quaisquer informações sobre se há tratamentos a serem efetuados", respondeu o CNPMA.
Dos tratamentos efetuados em 2024, quatro foram através da injeção intracitoplasmática de espermatozoide, conhecida como ICSI, uma técnica avançada de procriação medicamente assistida integrada na fertilização in vitro. Os restantes seis - dos quais resultaram as duas gestações - foram efetuados por transferência de embriões criopreservados (TEC).
Recorda o Jornal de Notícias (JN) , que foi o primeiro meio de comunicação social a avançar com os dados, que a lei só permite este tipo de inseminações desde 2021, ano em que a lei da procriação medicamente assistida (PMA), datada de 2006, foi alterada. Até essa altura, a mesma proibia a conceção de embriões com recurso a material genético de dador falecido.
O caso mais conhecido é o de Ângela e do pequeno Guilherme que, celebrou no passado domingo, 16 de agosto, três anos.
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