"Seria muito irrazoável falar de precariedade no Teatro Nacional D. Maria II." Administração responde a trabalhadores que se queixam de falta de condições laborais
Os trabalhadores do Teatro Nacional D. Maria II (TNDMII) alertam para “o cansaço físico e psicológico” e para as “condições improvisadas” de trabalho, nas vésperas da reabertura ao público do edifício teatro, em Lisboa, após obras profundas .
Depois de três anos de obras de requalificação, o edifício do TNDMII reabre na sexta-feira com um programa festivo de três dias e a estreia do espetáculo "Macbeth", mas os trabalhadores lamentaram, em comunicado, a falta de condições laborais “que lhes foram anunciadas quando desocuparam o espaço”. “Vários anos de desgaste não desaparecem com a reabertura das portas. O cansaço físico e psicológico é hoje uma realidade que não pode ser ignorada. Existem sérias preocupações relativamente à saúde mental e emocional da equipa, que não se resolvem com a celebração do dia 18 de setembro”, denuncia a comissão de trabalhadores em comunicado.
Os trabalhadores queixam-se, por um lado, das difíceis condições que tiveram durante o período de obras, e de continuarem "a existir incertezas sobre o planeamento efetivo para essas mudanças". e, por outro, de estarem a mudar com "condições improvisadas". "Os trabalhadores continuam sem saber quando poderão regressar com as condições que lhes foram anunciadas quando desocuparam o espaço", diz no comunicado. “A maioria dos postos de trabalho ainda não conta com o mobiliário necessário” e foram identificadas - “e comunicadas superiormente” - várias situações, como “o bloqueio de elevadores e de monta-cargas, sistema de deteção de incêndios ainda não plenamente assegurado e a inexistência de ar condicionado”.
Em declarações à CNN Portugal, Rui Catarino, presidente do Conselho de Administração do Teatro Nacional D. Maria II, explica que, durante as obras, a maior parte das equipas esteve a trabalhar no edifício da Tóbis, em Lisboa, "instalações provisórias que nós remodelamos para acolher as equipas neste período". O regresso às instalações do Rossio está a acontecer "de forma gradual".
"Percebo que haja alguma ansiedade em relação a esse regresso definitivo ao Rossio, mas quando se faz uma empreitada desta envergadura há prazos que têm de ser cumpridos, vistorias que têm de ser feitas, há procedimentos de aquisição de mobiliário e é preciso assegurar que todos os equipamentos estejam a funcionar, tudo leva o seu o tempo", explica, garantindo que, tal como foi comunicado aos trabalhadores, o objetivo é que até ao final do ano todas as equipas estejam a trabalhar no edifício do teatro com todas as condições asseguradas. "Estas obras foram feitas precisamente para garantir melhores condições de trabalho aos funcionários e é isso que queremos", reafirma.
A mudança tem sido gradual "também para não sobrecarregar as equipas", num momento em que todos estavam concentrados na abertura ao público, primeiro com o "Prólogo", em junho, e, agora, com o programa de reabertura. "Não quisemos estar a sobrecarregar as equipas em simultâneo com o trabalho que uma mudança exige", esclarece, sublinhando que ao longo deste processo "houve sempre uma comunicação clara com os trabalhadores".
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em cnnportugal.iol.pt — o conteúdo pertence a CNN Portugal.