Governador mexicano procurado nos EUA por tráfico de droga volta a afastar-se após críticas
Rubén Rocha Moya, eleito pelo partido Morena, no poder, publicou na rede social X um documento em que solicita ao congresso estadual uma "autorização de licença temporária por tempo indeterminado, superior a 30 dias".
O político de 77 anos é governador de Sinaloa, no noroeste do México, desde 2021. Tinha suspendido funções a 01 de maio de 2026, quando o Ministério Público de Nova Iorque pediu a sua detenção e extradição.
A Presidente mexicana Claudia Sheinbaum criticou indiretamente o regresso, condenando os responsáveis políticos que colocam o "interesse pessoal" acima do país. O Ministério do Interior sublinhou que a decisão de retomar funções "responde exclusivamente a uma iniciativa de caráter pessoal", demarcando-se da escolha do governador.
O Ministério Público norte-americano acusa Rocha Moya e outros nove responsáveis mexicanos, atuais ou antigos, de se terem associado ao cartel de Sinaloa "para distribuir quantidades massivas de estupefacientes nos Estados Unidos".
A justiça dos EUA afirma ainda que a fação conhecida como os Chapitos do cartel de Sinaloa apoiou a sua eleição para governador.
Washington acusa o cartel de Sinaloa de tráfico de fentanil para os EUA, droga sintética responsável por dezenas de milhares de mortes por overdose nos últimos anos, algo que tem aumentando as tensões entre os governos dos dois países.
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