Mais de 50% dos imigrantes estão em empregos abaixo da qualificação em Portugal
Professoras servindo mesas, enfermeiras como cuidadoras de idosos, fisioterapeutas e administradores de empresas dirigindo TVDE.
Essa é uma realidade comum entre imigrantes que vivem em Portugal, agora quantificada em um estudo: mais de 50% dos estrangeiros que vivem no país estão em empregos abaixo das qualificações.
O documento, criado pelo Observatório das Migrações, mostra que 52,3% dos cidadãos de países de fora da União Europeia (UE) com ensino superior estavam sobrequalificados em Portugal, em 2025.
Já entre os portugueses este número é de 14,1%.
Este desajustamento é superior à média europeia.
Em Portugal, a taxa de sobrequalificação dos cidadãos de países terceiros com ensino superior é 3,7 vezes a dos nacionais (52,3% face a 14,1%); na UE, essa relação é de cerca de 2 para 1 (41,4% face a 20,0%).
O Eurostat inclui Portugal no grupo de países com taxas elevadas, a par da Chéquia, da Estónia, de Espanha e de Itália.
Em 2025, a taxa de emprego das mulheres nascidas fora da União Europeia foi de 71,3% em Portugal, exatamente a mesma registrada entre as mulheres nascidas no país.
Na média da UE, por outro lado, a taxa de emprego das mulheres imigrantes ficou em 57,4%, contra 67,9% entre as nativas, uma diferença de 10,5 pontos percentuais.
Portugal apresentou, assim, a menor diferença entre homens e mulheres nascidos fora do bloco entre os 20 países analisados: 9,1 pontos percentuais, contra 17,5 pontos na média europeia.
O estudo aponta desigualdades na correspondência entre formação e ocupação, na estabilidade dos contratos e nas condições de vida dos trabalhadores estrangeiros.
Entre as mulheres imigrantes, as dificuldades de inserção no mercado de trabalho também persistem, embora sejam menos acentuadas do que na média europeia.
Entre as mulheres estrangeiras com idades entre 25 e 64 anos, a taxa de emprego subiu de 68,5% em 2024 para 75,2% em 2025.
Ainda assim, permaneceu abaixo dos 80,5% registrados entre as portuguesas.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.dn.pt — o conteúdo pertence a Diário de Notícias.