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Trump lança dúvidas sobre execução ao vivo de militar

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Trump lança dúvidas sobre execução ao vivo de militar

O presidente dos Estados Unidos semeou dúvidas esta sexta-feira sobre a transmissão em direto da execução do autor de um ataque mortal contra militares americanos, um anúncio feito pelo seu ministro da Defesa, Pete Hegseth, que gerou indignação.

Nidal Hasan, de 56 anos, deverá ser fuzilado a 03 de dezembro na base de Fort Hood, no Texas (sul), onde matou 13 pessoas, incluindo 12 militares, e feriu mais de 30 outras, a 05 de novembro de 2009, num ataque inspirado pela organização terrorista Al-Qaeda.

"Estão a tomar uma decisão, mas ele será morto, por pelotão de fuzilamento", afirmou o presidente republicano na Casa Branca, quando questionado sobre o plano de transmitir ao vivo a sua execução.

Donald Trump, defensor fervoroso da pena de morte, manifestou-se satisfeito por esta sentença ser aplicada a Nidal Hasan, para quem aprovou pessoalmente o pelotão de execução, como comandante-em-chefe.

Antes destas declarações o seu vice-presidente JD Vance tinha-se distanciado do anúncio de Pete Hegseth, antigo apresentador da Fox News fã de encenações marciais.

"Não sei se isso vai acontecer", respondeu a um jornalista da AFP.

"Se for transmitido em direto, não vou ver", acrescentou Vance.

Algo muito raro é os políticos republicanos, ou seja, do partido de Donald Trump, expressarem publicamente, em termos muito fortes, a sua oposição a esta ideia.

"Eu apoio totalmente a pena de morte, mas transmitir execuções em direto é o que os terroristas fazem.

A América vale mais do que isso", afirmou Austin Scott, deputado na Câmara dos Representantes.

O senador democrata Mark Kelly, antigo astronauta e oficial da Marinha, também sublinhou que "Nidal Hasan é um assassino" que terá de responder pelos seus atos.

"Mas uma execução pública? Aqui nos Estados Unidos? É o tipo de coisas que o Irão e os talibãs fazem.

É com eles que queremos ser associados?", questionou-se, ecoando outras reações, inclusive internacionais.

Uma transmissão em direto assim constituiria uma forma de "tortura", avisou o Alto Comissariado da ONU para os Direitos Humanos, reiterando a sua posição contra "as execuções públicas no Afeganistão e no Irão".

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