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Vale do Tejo "muito fragilizado" 7 meses após a Kristin

Observador ·
Vale do Tejo "muito fragilizado" 7 meses após a Kristin

Sete meses após a passagem da tempestade Kristin, agricultores do vale do Tejo afirmam que persistem danos por reparar e falta coordenação entre entidades, considerando que a região permanece “muito fragilizada” perante novos fenómenos meteorológicos extremos.

O presidente da Associação de Agricultores do Ribatejo, Luís Seabra, considerou, em declarações à agência Lusa, que “no terreno” existe “muito pouca ação” e os produtores permanecem numa situação de “stand-by”, sem informação clara sobre o levantamento dos danos ou sobre as intervenções previstas.

“Vejo muito pouca ação no terreno, vejo muito pouca informação a dizer o que é que se levantou e o que é que se vai fazer”, afirmou.

Segundo o dirigente associativo, continuam a decorrer processos de levantamento e análise dos prejuízos apresentados pelos agricultores junto das Comissões de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR), mas muitos produtores não conhecem ainda o resultado das candidaturas nem os montantes de apoio a receber.

Na sua opinião, muitos produtores continuam sem respostas definitivas relativamente aos prejuízos sofridos, num contexto que descreve como “marcado pela falta de informação”, “pela demora dos processos” e pela “ausência de intervenções estruturais” visíveis no terreno.

Luís Seabra defendeu que o Governo e os organismos envolvidos deveriam divulgar um “ ponto de situação detalhado sobre os danos identificados “, bem como os processos analisados e os apoios atribuídos.

“Seria importante dizer o que é que foi levantado, o que é que está analisado e o que é que está pago”, sustentou.

O responsável alertou também para situações em que os prejuízos apenas se tornaram evidentes meses depois da tempestade , durante o decorrer das campanhas agrícolas.

Segundo explicou, em vários casos os danos inicialmente declarados revelaram-se mais extensos à medida que os agricultores regressaram aos terrenos e retomaram os trabalhos agrícolas.

“Há determinados danos que só se vieram a constatar mais tarde, nomeadamente, durante a campanha”, referiu, considerando que os prejuízos identificados numa fase posterior devem ser reportados e avaliados pelas entidades competentes.

Entre os problemas que permanecem por resolver, Luís Seabra apontou constrangimentos em infraestruturas consideradas fundamentais para a atividade agrícola.

Como exemplo, referiu as limitações de circulação impostas em várias pontes no distrito de Santarém, onde se mantém um condicionamento de trânsito para veículos com mais de 20 toneladas, obrigando os produtores a percursos alternativos para o transporte das colheitas.

O dirigente assinalou também a situação dos diques de proteção contra cheias na Vala da Azambuja, onde afirma subsistirem danos reparados apenas “de forma provisória”, em obras feitas pelos próprios agricultores, sem que exista ainda clareza sobre quem assumirá os respetivos custos.

“Se [as reparações provisórias] não fossem feitas pelos agricultores, a terra estava inundada”, afirmou.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em observador.pt — o conteúdo pertence a Observador.

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