Países condenam "recusa israelita" de prosseguir plano de Trump para Gaza
A condenação dos ministros dos Negócios Estrangeiros da Arábia Saudita, Egito, Jordânia, Paquistão, Indonésia, Turquia, Qatar e Emirados Árabes Unidos surgiu quando o enviado de Trump, o seu genro Jared Kushner, se encontra no Cairo em conversações sobre a questão com representantes do movimento islamita palestiniano Hamas, antes de realizar uma visita a Israel.
Num comunicado conjunto divulgado pela agência de notícias saudita SPA, os chefes da diplomacia dos oito países muçulmanos condenaram "a manifesta recusa israelita do roteiro destinado a prosseguir a aplicação do plano global do Presidente norte-americano, Donald Trump, para pôr fim ao conflito em Gaza" e "a recusa de Israel da criação de um Estado palestiniano".
Tal "compromete profundamente", segundo os responsáveis, "os esforços coletivos para alcançar uma paz justa e duradoura" na região.
O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, rejeitou publicamente em 09 de agosto o plano norte-americano de 15 pontos anunciado no final de julho por Nikolai Mladenov - o principal representante para o território palestiniano no Conselho de Paz criado por Trump -, que prevê o desarmamento do Hamas e a retirada israelita da Faixa de Gaza.
Embora o Hamas tenha aceitado a proposta, Israel afirmou que vai condicionar qualquer retirada das suas tropas a um "genuíno desarmamento" do movimento islamita palestiniano.
O cessar-fogo de 10 de outubro de 2025 visava pôr fim a dois anos de guerra em Gaza, desencadeada pelo ataque de 07 de outubro de 2023 do Hamas a Israel, no qual cerca de 1.200 pessoas foram mortas e 251 sequestradas.
Mas, desde a entrada em vigor do cessar-fogo, o Exército israelita continuou a abrir fogo sobre civis e os números de vítimas continuaram a aumentar.
Até agora, a guerra iniciada por Israel no enclave palestiniano fez, pelo menos, 73.381 mortos e 174.231 feridos, além de ter causado uma catástrofe humanitária, a destruição de quase todas as infraestruturas do território e a deslocação forçada de centenas de milhares de pessoas.
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