Hamas pede que "Conselho de Paz" obrigue Israel a aceitar plano para Gaza
O Hamas "apelou aos mediadores e ao Conselho de Paz para que assumam as suas responsabilidades e obriguem os ocupantes (Israel) [...] a aprovar o roteiro da segunda fase do plano do Presidente [norte-americano, Donald] Trump e a começar a definir um calendário para a sua aplicação", indicou o movimento islamita palestiniano num comunicado divulgado após a reunião.
No final do encontro de hoje, o genro e enviado de Trump tinha previsto viajar para Israel, para persuadir o Governo de coligação de direita e extrema-direita liderado por Benjamin Netanyahu a aceitar continuar a aplicar o plano.
Em 09 de agosto, o primeiro-ministro israelita rejeitou oficialmente o plano norte-americano de 15 pontos anunciado no final de julho por Nikolai Mladenov - o principal representante para o território palestiniano no Conselho de Paz criado por Trump -, que prevê o desarmamento do Hamas e a retirada israelita da Faixa de Gaza.
Embora o Hamas tenha aceitado a proposta, Israel afirmou que vai condicionar qualquer retirada das suas tropas a um "genuíno desarmamento" do movimento islamita palestiniano.
O cessar-fogo de 10 de outubro de 2025 visava pôr fim a dois anos de guerra em Gaza, desencadeada pelo ataque de 07 de outubro de 2023 do Hamas a Israel, no qual cerca de 1.200 pessoas foram mortas e 251 sequestradas.
Mas, desde a entrada em vigor do cessar-fogo, o Exército israelita continuou a abrir fogo sobre civis e o número de vítimas não parou de aumentar.
Pelo menos 1.262 palestinianos foram mortos na Faixa de Gaza desde o início da trégua, segundo as autoridades do enclave palestiniano, cujos números a ONU considera fidedignos.
No total, até agora, a guerra iniciada por Israel no enclave palestiniano fez, pelo menos, 73.381 mortos e 174.231 feridos, além de ter causado uma catástrofe humanitária, a destruição de quase todas as infraestruturas do território e a deslocação forçada de centenas de milhares de pessoas.
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