FC Porto-Arouca, 2-0 (destaques)
Foi o camisola 10 dos dragões quem fez desabar a muralha erguida por Arruabarrena na baliza do Arouca, ao minuto 67. Muito interventivo no momento defensivo, recuperou diversas bolas para, depois, lançar ataques prometedores. Com a qualidade habitual no último toque, procurou assistir os companheiros, que não conseguiram corresponder à altura. Aos 30 minutos, já tinha obrigando Arruabarrena a uma defesa apertada.
O FC Porto entrou de forma demolidora na segunda parte, com dois golos anulados e uma bola na barra, enquanto continuava a bater de frente na muralha Arruabarrena. Até que William criou mais um desequilíbrio na direita para descobrir Gabri Veiga na área do Arouca. A finalização foi com muita classe, a contrastar com a monta-russa de emoções que se seguiram. O Dragão quase veio abaixo, os adeptos perceberam a importância do momento.
William Gomes (FC Porto): foi um agitador constante no flanco direito do ataque dos dragões . Aos 7 minutos, conduziu um contra-ataque perigoso, que Pepê não conseguiu aproveitar. Aos 34m, roubou a bola a José Fontán, isolou-se perante Arruabarrena, mas não conseguiu bater o guarda-redes do Arouca, cenário que se viria a repetir no arranque da segunda parte. Foi sua a assistência para o 1-0 de Gabri Veiga, depois de uma arrancada fulminante iniciada a meio do seu meio-campo.
Ignacio de Arruabarrena (Arouca): acumulou oito defesas, qual delas a mais decisiva, impressionando a forma como fez a mancha aos isolados Pepê (7m) e William (34m), anulou com duas defesas seguidas o golo a André Silva e Froholdt (62m), e retardou o golo de Borja Sainz com uma mancha perfeita (85m). Quando ficou batido, viu a barra devolver um cabeceamento de Pepê (57m). Foi salvo pelo VAR, aos 59 minutos, quando deu um valente «frango» a remate de Kiwior, num lance que acabaria anulado por fora de jogo posicional de André Silva. O uruguaio parou grande parte das tentativas dos avançados portistas e ainda se revelou uma solução importante nas saídas a jogar desde trás dos arouquenses, exibindo um apurado jogo de pés.
Borja Sainz (FC Porto): voltou a entrar muito bem no jogo, tal como havia feito em Vila do Conde. Marcou pela segunda jornada consecutiva, pouco depois de ter tido uma perdida flagrante na cara do guarda-redes do Arouca. Está a subir de rendimento, Pepê que se cuide.
O guarda-redes internacional português foi homenageado antes do apito inicial por ter atingido a marca impressionante de 250 jogos pela equipa principal do FC Porto. O capitão mereceu por inteiro a ovação que recebeu das bancadas, que já não imaginam a equipa sem ele.
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