Casa Pia-FC Porto, 1-4 (crónica)
A história não se repete, mas a verdade é que o FC Porto esteve novamente a perder em Rio Maior e teve de puxar dos galões e, acima de tudo, da mestria nas bolas paradas, para virar o resultado diante do Casa Pia e assegurar que vai chegar ao primeiro clássico da temporada destacado no topo da classificação. Não foi propriamente uma grande exibição do conjunto de Farioli, mas voltou a prevalecer a enorme eficácia do campeão nas bolas paradas.
O FC Porto chegou a Rio Maior depois da primeira derrota da época, na estreia na Liga dos Campeões, mas Francesco Farioli manteve a confiança no grupo e deu só uns retoques no onze com Hwang a entrar para lugar de Forholdt, além dos regressos de Bednarek e Francisco Moura. O Casa Pia mudou muito em relação à surpreendente vitória que somou na temporada passada sob o comando de Custódio, mas voltou a colocar muitas dificuldades ao campeão nacional.
Ao primeiro apito de José Bessa, o FC Porto partiu para o ataque e conquistou desde logo o primeiro canto para Gabri Veiga. O primeiro de muitos marcado pelo espanhol, num arranque de jogo de sentido único, com um FC Porto de tração à frente e um Casa Pia fechado com uma linha de quatro amparada por outra de cinco a defender a área de Madic.
O Casa Pia limitava-se a tentar afastar a bola da sua área, enquanto o FC Porto procurava soluções para lá entrar, insistindo particularmente na esquerda, com bolas longas para Francisco Moura e Pepê. Uma pressão sufocante que permitiu a Gabri Veiga, num lance que parecia inofensivo, atirar uma bomba ao poste. O espanhol levou as mãos à cabeça, enquanto Pablo Rosario, na recarga, atirava ao lado.
O golo do FC Porto parecia iminente, mas a verdade é que o Casa Pia foi ganhando confiança e, aos poucos, começou a entrar no jogo. João Rego, com um remate de fora da área, deu o tom aos 20 minutos e, a partir daí, o jogo ficou mais equilibrado. O FC Porto continuava balanceado para a frente, mas agora tinha de preocupar-se com as suas costas como voltou a ficar evidente num remate de Salah que obrigou Diogo Costa a voar para a defesa da tarde.
Novo susto para os visitantes quando, numa jogada de insistência, Henrique Araújo recuperou uma bola na área de Diogo Costa e, com tudo para fazer golo, atirou por cima. O FC Porto também continuava a criar perigo, quase sempre em lances de bola parada, mas foi o Casa Pia a conseguir maior eficácia neste tipo de lances. No primeiro canto que beneficiou, Pablo Rosario, ao tentar chegar à bola, acaba por atingir Selvi Clua e José Bessa apontou, desde logo, para a marca dos onze metros.
O FC Porto, que já tinha pedido um penálti sobre Bednarek, logo a abrir o jogo, bem protestou, mas foi mesmo penálti que Henrique Araújo, com simplicidade e destreza, transformou em golo. Faltavam pouco mais de dois minutos para o intervalo, mas o FC Porto reagiu em força e, na sequência de mais um canto, acabou mesmo por chegar ao empate, com Pablo Rosario a proporcionar espaço para o remate de André Silva na pequena área.
Ao fim dos primeiros 45 minutos estava, portanto, tudo empatado em Rio Maior.
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