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Economia

Ucrânia: Kallas exorta países da UE a entregarem mísseis em fim de vida útil a Kiev

Jornal Económico ·
Ucrânia: Kallas exorta países da UE a entregarem mísseis em fim de vida útil a Kiev

A chefe da diplomacia da UE exortou esta terça-feira 1 de setembro os Estados-membros com mísseis intercetores em fim de vida útil a fornecê-los à Ucrânia, advertindo que a Rússia está a intensificar os ataques a civis para “quebrar a população ucraniana”.

Em declarações aos jornalistas à entrada para uma reunião informal dos ministros da Defesa da União Europeia (UE), no condado de Wicklow, na Irlanda, Kaja Kallas salientou que os meses de julho e agosto “foram os mais mortíferos para os civis na Ucrânia”.

“A Rússia está efetivamente a intensificar os ataques para prejudicar o máximo possível a população da Ucrânia, para a quebrar.

Os ucranianos estão a manter-se firmes e temos de os apoiar”, defendeu.

A Alta Representante da UE para os Negócios Estrangeiros e Política de Segurança destacou em particular que é necessário apoiar a Ucrânia ao nível da defesa aérea e, mais especificamente, de mísseis intercetores.

“Sabemos que alguns países têm intercetores que vão atingir em breve o fim da sua vida útil.

Por isso, seria da maior importância que esses intercetores fossem entregues à Ucrânia, para que possam ser utilizados para proteger a população”, pediu, numa aparente alusão à Espanha e à Grécia, que detêm reservas significativas de intercetores e estão entre os Estados-membros que forneceram menos mísseis deste tipo a Kiev.

Kaja Kallas referiu que a UE também está a entrar em contacto com países terceiros para que forneçam mísseis intercetores à Ucrânia, apesar de reconhecer que isso “é muito difícil”.

Questionada se, tendo em conta que a reunião de hoje é informal, a Ucrânia pode esperar algum resultado concreto do encontro dos ministros da UE, Kallas salientou que vai ser discutida a possibilidade de se desbloquearem os 6,6 mil milhões de euros destinados a Kiev ao abrigo do Mecanismo Europeu de Apoio à Paz, que tinham sido vetados pelo Governo húngaro em 2024.

“Isso pode acontecer nos próximos dias e muitos Estados-membros já disseram que quaisquer fundos que recuperem, voltarão a entregar à Ucrânia.

Isso significa muito financiamento para as capacidades de defesa aérea da Ucrânia”, referiu, sem explicitar se a Ucrânia receberia a totalidade dos 6,6 mil milhões de euros inicialmente previstos.

Nestas declarações aos jornalistas, a chefe da diplomacia da UE referiu ainda que, na reunião, os ministros vão discutir a situação no Médio Oriente e designadamente a guerra no Irão, insistindo que a liberdade de navegação no Estreito de Ormuz “tem de ser respeitada”.

“Há esforços diplomáticos que ainda estão em curso, apesar de até ao momento ainda não terem dado resultados.

Para nós, o importante é que não haja quaisquer taxas ou portagens nessa via marítima”, reforçou.

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