Recorde de mortes atribuíveis ao calor em Espanha este verão
D e acordo com a plataforma "MoMO" do Instituto de Saúde Carlos III, que monitoriza diariamente a mortalidade no país, houve em junho, julho e agosto 5.111 mortes em Espanha atribuíveis ao calor, superando as 4.653 de 2022, o número mais alto nestes três meses até agora.
No ano passado, houve 3.651 mortes atribuíveis ao calor em Espanha entre 01 de junho e 31 de agosto.
Quanto ao período "estival 2026", que contabiliza os dados desde 15 de maio, as mortes atribuíveis ao calor em Espanha foram 5.234, segundo a mesma plataforma.
Em todo o período "estival 2025", entre 15 de maio e 30 de setembro, essas mortes foram 3.832, enquanto em 2022 o número ascendeu a 4.789.
A média de mortes atribuíveis ao calor em Espanha nos períodos estivais desde 2015 é 2.505, segundo os dados da "MoMo" em Espanha, consultados pela Lusa.
A plataforma agrega dados diários sobre a mortalidade em Espanha desde 2015.
A ferramenta, gerida pelo Instituto Carlos III, regista diariamente o número de mortes em Espanha e compara com a mortalidade esperada com base em dados históricos.
Em seguida, incorpora fatores externos que podem explicar essa diferença, nomeadamente as altas temperaturas reportadas pela Agência Meteorológica Nacional (Aemet) espanhola.
O sistema não pode estabelecer causalidade absoluta entre as mortes registadas e as condições meteorológicas, mas os números representam a melhor estimativa do número de mortes cujas causas estão relacionadas com o calor.
Na sexta-feira, a Aemet disse que embora faltem ainda dados para um cálculo final, é "praticamente certo" que os últimos três meses foram os mais quentes no país, no território continental, desde que há registos comparáveis.
Num primeiro balanço, a Aemet adiantou que a temperatura média nos últimos três meses em Espanha continental superou em 2,5 graus centígrados a média do período de referência (1991 a 2020).
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