Costa acusa Rússia de "desespero" e diz que os Patriots "ainda não estão garantidos"
António Costa acusou esta segunda-feira, 24 de agosto, a Rússia de "desespero", numa fase da guerra na Ucrânia em que os ataques de Moscovo têm visado sobretudo alvos civis e a capital ucraniana, Kiev.
"Isto revela o nível de desespero a que a guerra está a conduzir a Rússia e que é muito próxima" , acusou o presidente do Conselho Europeu, em declarações à SIC , à margem da quinta visita a Kiev desde que lidera a instituição comunitária.
"Os últimos ataques a civis mostram o desespero de Vladimir Putin, e é mais preocupante" , referiu o ex-primeiro-ministro português.
O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, tem apelado permanentemente ao fornecimento de pelo menos 300 mísseis Patriot de defesa antiaérea para enfrentar o inverno.
Costa diz que é "possível" essas armas chegarem a Kiev, mas ressalva que "ainda não é uma questão resolvida".
"Possível é, no sentido em que existem.
Só é preciso saber se quem os dispõe precisa deles ou os pode disponibilizar" , frisou.
"Ainda não estão garantidos, mas pode haver ", acrescentou.
Europa reforça apoio a Kiev no dia em que a Ucrânia celebra a sua independência A coligação da boa vontade para a Ucrânia, composta maioritariamente por países europeus, comprometeu-se esta segunda-feira com o reforço urgente das defesas aéreas de Kiev, numa reunião que coincide com a celebração do 35.º aniversário da independência ucraniana.
Os países aliados de Kiev "expressaram a sua determinação em aumentar o apoio militar à Ucrânia, reforçar urgentemente as suas defesas aéreas, intensificar a cooperação com a sua indústria de defesa e partilhar tecnologias relevantes, incluindo através da Coligação de Mísseis Antibalísticos", segundo um comunicado conjunto dos governos da Alemanha, do Reino Unido e da França, que coorganizaram o encontro.
Entre os presentes na reunião realizada na capital ucraniana estiveram o primeiro-ministro britânico, Andy Burnham, e o presidente do Conselho Europeu, António Costa, tendo o Presidente francês, Emmanuel Macron, e o chanceler alemão, Friedrich Merz, participado por videoconferência.
Zelensky diz que eleições em tempo de guerra podem “destruir” a Ucrânia Os países da coligação reafirmaram igualmente disponibilidade para contribuir para uma força multinacional a ser mobilizada em solo ucraniano assim que um acordo de paz for alcançado com Moscovo, para dissuadir a Rússia de novas agressões militares.
A reunião foi realizada no dia em que a Ucrânia assinala o 35.º aniversário da sua independência e separação do antigo bloco soviético, numa fase em que a Rússia tem vindo a intensificar os seus ataques aéreos, explorando a escassez de recursos antiaéreos de Kiev.
Em julho, a Rússia lançou um número recorde de mísseis balísticos, em concreto contra Kiev.
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