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Ator brasileiro Gracindo Júnior da novela "Ouro Verde" morre aos 83 anos

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Ator brasileiro Gracindo Júnior da novela "Ouro Verde" morre aos 83 anos

O ator e diretor brasileiro Gracindo Júnior morreu hoje, aos 83 anos, em casa, no Rio de Janeiro, após mais de seis décadas de carreira no teatro, televisão, rádio e cinema.

A morte foi confirmada pelo filho do artista, Pedro Gracindo, ao portal brasileiro G1, mas a causa do óbito não foi divulgada.

Nascido no Rio de Janeiro em 21 de maio de 1943, Epaminondas Xavier Gracindo era filho do consagrado ator Paulo Gracindo e seguiu os passos do pai nas artes cénicas brasileiras.

Gracindo Júnior esteve entre os artistas que participaram da inauguração da TV Globo, em 1965, tendo sido contratado pela emissora ainda em dezembro de 1964, meses antes da estreia.

Na televisão, participou de novelas como "Rosinha do sobrado", "Padre Tião", "A Rainha Louca", "A Próxima Atração", "Os Ossos do Barão", "O Bem-amado", "O Casarão" e "Dona Beija", entre outras produções.

Também integrou produções como "Jogo da vida", "Mandala", "O salvador da pátria", "Rainha da sucata", "Deus nos acuda", "Explode coração" e "Celebridade", além de novelas da Rede Record a partir de 2006.

No teatro, iniciou a carreira em 1961, com "A escada", do poeta e escritor Oswald de Andrade, e participou em mais de 20 montagens como ator, produtor e diretor.

Durante a ditatura militar no Brasil, descreve o portal G1, o artista foi militante do Partido Comunista e foi privado dos seus direitos políticos e civis em 1964, o que o impediu de trabalhar na rádio.

Gracindo Júnior passou também uma temporada em Portugal, onde dirigiu a peça "É", do jornalista, escritor e cronista Millôr Fernandes, tendo regressado ao Brasil em 1978 para comandar a supervisão do núcleo de novelas das 18:00 da TV Globo.

Já em 1983, assumiu a direção do programa de humor "Os Trapalhões", fenómeno de audiência na televisão brasileira, com as travessuras, piadas e irreverências dos amigos Didi, Dedé, Mussum e Zacarias.

Também como diretor, o artista também dirigiu as duas últimas peças protagonizadas pelo pai, Paulo Gracindo, "Num lago dourado", em 1991, e "A história é uma história", montada em 1993.

Nas redes sociais, a morte do Gracindo Júnior gerou muita comoção na dramaturgia brasileira, com homenagens de amigos, atores e atrizes que contracenaram ou foram dirigidos pelo artista.

A atriz Zezé Motta, de 82 anos, por exemplo, lembrou nas redes sociais da novela "Ouro Verde" (2017), que gravou com o ator em Portugal e foi produzida pela TVI.

"Eu estava longe do Brasil, dos meus amigos da minha família, da minha casa. Foi um período importante profissionalmente, mas também difícil para mim. E, quando a gente está tão longe de tudo o que conhece, as pessoas que estão ao nosso lado acabam virando a nossa família", escreveu.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.rtp.pt — o conteúdo pertence a RTP Notícias - Cultura.

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