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Malta: Ilibado empresário pela morte de jornalista Daphne Caruana Galizia

Notícias ao Minuto - Mundo ·
Malta: Ilibado empresário pela morte de jornalista Daphne Caruana Galizia

O empresário tinha sido acusado de ter ordenado o ataque contra a jornalista, então com 53 anos, cuja morte chocou Malta e provocou uma onda de condenação mundial.

Yorgen Fenech foi indiciado em 2021 por cumplicidade e conspiração criminosa, mas o júri considerou-o hoje inocente de ambas as acusações.

O Ministério Público tinha acusado o empresário maltês de ser o mentor do assassinato.

Fenech foi o último de seis pessoas acusadas de envolvimento no plano a ser julgado, num caso em que já houve cinco acusações.

Daphne Caruana Galizia, que investigava casos de corrupção na elite política e empresarial de Malta, foi morta a 16 de outubro de 2017 com um engenho explosivo.

As investigações tinham como alvo pessoas do círculo próximo do então primeiro-ministro, Joseph Muscat, que a jornalista acusava de possuir empresas 'offshore' em paraísos fiscais reveladas na fuga de informação de milhares de documentos conhecida como 'Panama Papers'. Também visaram a oposição e os círculos empresariais em Malta.

No momento da morte, a jornalista enfrentava mais de 40 processos por difamação.

Uma investigação independente sobre o assassinato, publicada em 2021, concluiu que o Estado maltês "tem de assumir a responsabilidade" pelo crime devido a uma cultura de impunidade que emanava dos mais altos níveis do governo.

Fenech esteve envolvido num consórcio que ganhou um contrato controverso com o Governo maltês para construir uma central elétrica.

A sua detenção em 2019, enquanto partia de Malta no seu iate, desencadeou uma série de protestos em massa no país que culminaram com a demissão de Muscat.

Em 2022, George Degiorgio e o seu irmão Alfred Degiorgio declararam-se ambos culpados de ter cometido o assassinato. Ambos foram condenados a 40 anos de prisão.

Em 2025, outros dois homens foram sentenciados a prisão perpétua, a pena máxima possível, após terem sido condenados por cumplicidade no homicídio. Jamie Vella e Robert Agius foram acusados de fornecerem a bomba que matou Caruana Galizia.

Outro homem, Vincent Muscat, declarou-se culpado em 2021 pelo seu papel no assassinato e foi condenado a 15 anos de prisão.

Um intermediário assumido, o taxista Melvin Theuma, recebeu um perdão presidencial em 2019 em troca de um testemunho.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.noticiasaominuto.com — o conteúdo pertence a Notícias ao Minuto - Mundo.

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