Da Segunda Guerra Mundial aos dias de hoje: história do acordo, e da disputa, pela Gronelândia
1.
Uma presença militar com mais de 80 anos Os Estados Unidos instalaram-se militarmente na Gronelândia durante a Segunda Guerra Mundial, depois da ocupação da Dinamarca pela Alemanha.
Em 1945, chegaram a manter 17 bases e instalações no território.
O enquadramento atual nasceu do Acordo de Defesa de 1951, que permitiu aos EUA operar instalações militares, movimentar tropas e defender a ilha no contexto da NATO.
Esse acordo foi posteriormente atualizado, mas nunca deixou de estar em vigor.
Hoje, a presença norte-americana está concentrada sobretudo na Base Espacial de Pituffik, essencial no quadro da defesa para a deteção antecipada de mísseis, vigilância espacial e acompanhamento de satélites e controlo das rotas aéreas e marítimas polares.
A própria Dinamarca sublinhou, em março de 2025 , que o tratado de 1951 já permitia negociar uma presença norte-americana muito mais forte, sem alterar a soberania.
2.
Trump propõe comprar a Gronelândia em 2019 Durante o primeiro mandato, Trump manifestou interesse em comprar a ilha.
A primeira-ministra dinamarquesa, Mette Frederiksen, classificou a proposta como absurda; Trump respondeu cancelando uma visita oficial à Dinamarca.
A ideia não era inteiramente nova.
Os Estados Unidos já tinham tentado adquirir a Gronelândia em momentos anteriores da história, mas Trump transformou-a numa reivindicação política pública.
3.
O regresso de Trump reabre o conflito Depois da vitória eleitoral de 2024 que o reconduziu à Casa Branca, Trump deixou de apresentar o controlo da Gronelândia apenas como uma hipótese económica.
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