Portugueses deixam de voar mais para fora do país no verão
A maioria dos portugueses que viajaram para fora do país fizeram-no fora dos meses de julho, agosto e setembro, segundo uma análise da ANAV — Associação Nacional das Agências de Viagens, que apontou ainda um crescimento acentuado dos custos.
A entidade lembrou que o turismo emissor português atingiu no ano passado um novo máximo histórico, com 3,858 milhões de viagens de residentes em Portugal ao estrangeiro, um crescimento de 12,5% face a 2024.
A ANAV analisou dados com base em informação entre 2016 e 2025 do Turismo de Portugal/TravelBI, Instituto Nacional de Estatística (INE), Eurostat e Banco de Portugal, que indicou que, além do recorde de viagens ao estrangeiro, “os débitos de viagens e turismo registados pelo Banco de Portugal atingiram 7,154 mil milhões de euros, mais do dobro do valor registado em 2016”.
A associação indicou que um dos dados que mais se destaca nesta análise “é a crescente distribuição das viagens ao longo do ano”.
Assim, “65,6% das viagens externas realizadas em 2025 aconteceram fora dos meses de julho, agosto e setembro”, sendo que, ainda assim, “agosto foi o mês com maior peso individual, concentrando 16,3% do total das viagens externas”.
Para a ANAV, esta realidade demonstra que “o turismo emissor português deixou de ser um fenómeno exclusivamente associado aos meses de verão” e que a “procura durante a época intermédia representa uma oportunidade crescente para consumidores e empresas”, visto que permite “maior flexibilidade na escolha de datas e destinos e criando condições para uma distribuição mais equilibrada da atividade turística ao longo do ano”.
De acordo com a associação, o crescimento do número de viagens traduziu-se também num aumento da despesa total, sendo que, no ano passado, “a despesa média por viagem foi de 803,2 euros, uma redução de 4,8% face a 2024, mas o aumento do número de viagens fez crescer a despesa total estimada para aproximadamente 3,10 mil milhões de euros”.
Paralelamente, “viajar para o estrangeiro tornou-se significativamente mais caro ao longo da última década .
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