Reitora da Universidade de Cabo Verde visitou instituições portuguesas
A reitora da Universidade de Cabo Verde (UniCV) visitou 16 instituições portuguesas, entre 28 de setembro e 05 de outubro, para reforçar a internacionalização e cooperação como forma de desenvolver o arquipélago.
"No âmbito desta missão, visitámos 16 instituições.
Penso que temos projetos impactantes para o desenvolvimento de Cabo Verde", referiu Astrigilda Silveira, em entrevista à Lusa, a propósito do arranque, hoje, do novo ano letivo.
Um dos projetos consiste em "formação na área de inteligência artificial para os colaboradores da UniCV e, a partir daí, a universidade terá a possibilidade de apoiar o Governo" e preparar uma "ação de formação a nível nacional".
"Nós temos um papel importante através da Escola de Negócios e Governação, então, devemos dar formação aos quadros da administração pública.
Estamos a posicionar-nos e a trabalhar com os municípios", com cuja associação está a ser preparado um protocolo de parceria, acrescentou.
Noutros âmbitos, a UniCV pretende prestar serviços para o Governo na área das engenharias, apostar num centro de sondagens para o arquipélago, assim como num observatório de políticas públicas.
O reforço da cooperação com instituições portuguesas inclui "adendas que vão ser construídas à luz dos projetos específicos" que a UniCV vai implementar, adiantou.
Foi ainda celebrado um acordo de parceria com a Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto (FEUP) que, entre várias atividades, prevê a avaliação dos cursos de engenharia civil e engenharia mecânica, refletindo uma atenção à qualidade.
Universidades de Lisboa, Aveiro, Politécnica de Viseu, ISCTE, UPL e ISEL, entre outras, estiveram igualmente na agenda.
A reitora, empossada em março, acredita que é possível "atenuar" e até "inverter" a saída de talentos de Cabo Verde, em busca de ensino superior noutros países.
"Eu penso que Cabo Verde apostou, num tempo, na formação dos seus quadros no exterior.
Neste momento, o grande desafio da UniCV é garantir qualidade, inclusão social e investir no bem-estar dos seus estudantes".
"Nós temos estudantes de diversos países - Nigéria, Brasil, Portugal, Moçambique, Angola, São Tomé - e o número está a aumentar.
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