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"Reutilização, por si só, não consegue anular o aumento das despesas"

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"Reutilização, por si só, não consegue anular o aumento das despesas"

M ochilas, material de escrita, calculadoras e estojos estão entre os artigos mais reaproveitados no regresso às aulas. A reutilização dos materiais assume um papel cada vez mais relevante no início do ano letivo, sendo que 97% dos consumidores dá uma nova vida a artigos do ano letivo anterior, de acordo com um estudo desenvolvido pela ConsumerChoice.

Trata-se de uma estratégia que permite reduzir os custos, mas também prolongar a vida útil dos produtos e evitar substituições desnecessárias.

Nesta senda, diretora-geral da ConsumerChoice, Nassrin Majid, explicou ao Notícias ao Minuto o impacto do regresso às aulas no orçamento familiar, bem como a tendência de reutilização dos materiais, a par da valorização das atividades extracurriculares.

A reutilização de material escolar está a tornar-se numa necessidade ou já reflete uma mudança estrutural nos hábitos de consumo das famílias?

Diria que estamos perante uma combinação das duas coisas. A necessidade económica existe e não podemos ignorá-la, sobretudo quando 83% dos consumidores considera que o regresso às aulas está mais caro e oito em cada dez admite cortar noutras despesas para suportar estes custos.

Mas reduzir a reutilização apenas a uma questão financeira seria não olhar para o dado mais interessante: 36% reutiliza porque quer prolongar a vida útil dos produtos, um valor muito próximo dos 39% que o faz por razões económicas.

Isto mostra-nos que há também uma mudança na relação com aquilo que já temos. Uma mochila, uma calculadora ou um estojo não deixam de ter valor simplesmente porque começa um novo ano letivo. Se continuam em boas condições, há cada vez menos razões para os substituir.

A necessidade pode ter acelerado a reutilização, mas o aproveitamento e a durabilidade começam claramente a fazer parte da decisão.

Que fatores explicam que 97% das famílias esteja a reaproveitar materiais?

Há uma razão económica evidente, mas os resultados mostram que a explicação vai além da poupança.

Quando perguntámos às famílias por que razão reutilizam, 39% apontou a componente económica e 36% referiu o prolongamento da vida útil dos produtos. Ou seja, estamos praticamente perante um equilíbrio entre “quero poupar” e “não preciso de substituir aquilo que ainda está em condições”.

E os próprios materiais reutilizados ajudam-nos a perceber isso: mochilas, material de escrita e calculadoras estão entre os artigos mais reaproveitados. São produtos que podem facilmente acompanhar mais do que um ano letivo quando continuam funcionais.

Por isso, os 97% dizem-nos algo muito interessante: reutilizar tornou-se uma escolha perfeitamente natural para a grande maioria das famílias, seja por necessidade económica, seja porque substituir um produto que ainda cumpre a sua função deixou de fazer sentido.

Esta tendência de reutilização pode ajudar a contornar o aumento dos custos do regresso às aulas?

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.noticiasaominuto.com — o conteúdo pertence a Notícias ao Minuto - Economia.

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