Igreja evangélica usada em esquema de exploração de imigrantes ilegais
Um pastor evangélico brasileiro de 70 anos e a mulher, de 65, foram condenados pelo Tribunal de Almada a cinco anos de prisão, com pena suspensa, por 13 crimes relacionados com auxílio à imigração ilegal e falsificação de documentos.
Um pastor evangélico brasileiro de 70 anos e a mulher, de 65, foram condenados pelo Tribunal de Almada a cinco anos de prisão, com pena suspensa, por 13 crimes relacionados com auxílio à imigração ilegal e falsificação de documentos.
Segundo o Jornal de Notícias , o casal utilizava uma igreja evangélica na Amora, no concelho do Seixal, como cobertura para um esquema que envolvia a legalização irregular de cidadãos brasileiros e o arrendamento de espaços sem condições mínimas de habitabilidade.
A suspensão da pena ficou condicionada ao pagamento de 2500 euros ao Alto Comissariado para as Migrações.
Zaqueu Pereira criou a “Igreja Evangélica Assembleia de Deus de Mangualde em Amora”, assumindo a presidência da instituição, enquanto a companheira, Ana Pereira, foi nomeada ministra de culto e tesoureira.
De acordo com o Jornal de Notícias, o tribunal deu como provado que, desde 2018, ambos utilizaram a estrutura da igreja para desenvolver um esquema dirigido a cidadãos brasileiros em situação vulnerável.
Os imigrantes eram alojados em lojas e outros espaços transformados de forma precária, sem condições adequadas de habitabilidade.
O acórdão refere quartos de pequenas dimensões, muitas vezes partilhados por mais do que uma pessoa, alguns sem janelas, além de cozinhas comuns sem condições de salubridade.
À entrada desses espaços eram colocados cartazes com referências a “Base Missionária” ou “Igreja Evangélica”, uma forma de dissimular a utilização real dos imóveis.
Segundo o tribunal, o casal preparava documentação destinada a sustentar pedidos de autorização de residência através da antiga manifestação de interesse.
Entre os documentos falsificados estavam contratos de trabalho, recibos de vencimento, declarações de entidades patronais e elementos destinados a criar falsas carreiras contributivas na Segurança Social.
Por este serviço, os arguidos cobravam até dois mil euros por pessoa, exigindo que o pagamento fosse feito antes da chegada dos imigrantes a Portugal.
O tribunal considerou ainda provado que o casal nunca teve intenção real de empregar ou pagar salários às pessoas cujos documentos ajudava a preparar.
O objetivo, segundo a decisão, era encaminhar esses cidadãos para os imóveis explorados pelos próprios arguidos e transformá-los em arrendatários.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em lifestyle.sapo.pt — o conteúdo pertence a SAPO Lifestyle.