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Mais de 4.000 casas retiradas do arrendamento em Espanha após decretos do Governo

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Mais de 4.000 casas retiradas do arrendamento em Espanha após decretos do Governo

As medidas previstas nos decretos sobre habitação aprovados pelo Governo de Pedro Sánchez estão a ter impacto na oferta de arrendamento residencial em Espanha.

Segundo avança o Expansión , 4.235 habitações foram retiradas do mercado ou desviadas para outras modalidades em apenas dez dias .

Os dados citados pelo jornal espanhol constam de um inquérito da Federação Nacional de Associações Imobiliárias (FAI), realizado junto de mais de 600 agências imobiliárias nas principais capitais de província e cidades espanholas.

Concretamente, 2.067 casas foram retiradas do mercado de arrendamento habitual, enquanto 1.224 passaram para o mercado de compra e venda e outras 944 foram canalizadas para modalidades alternativas de arrendamento .

A estes números somam-se 1.523 operações que ficaram suspensas devido à incerteza gerada pelas alterações legislativas , elevando para 5.758 o total de operações afetadas.

A retirada de habitações do mercado de arrendamento tradicional é o efeito mais referido pelas agências inquiridas: 78,1% identificam esta situação, com uma média de 3,78 imóveis por agência.

Por sua vez, 72,4% reportam a suspensão ou o abrandamento da celebração de contratos, com uma média de 2,75 contratos por agência.

Já 56,6% das agências assinalam a transferência de imóveis para venda, enquanto 38,9% identificam o desvio de oferta para o arrendamento sazonal ou por quartos.

Apenas 11,1% afirmam não ter registado alterações na atividade.

Governo espanhol volta a aprovar medidas para a habitação Ler Mais Faz esta terça-feira uma semana desde que o Governo espanhol aprovou dois decretos sobre habitação que tinham sido rejeitados pelo Parlamento no início de outubro , levando o primeiro-ministro, Pedro Sánchez, a convocar eleições legislativas antecipadas para 29 de novembro .

As medidas — que incluem tetos máximos para as rendas, uma proibição temporária de despejos e limites às compras de propriedade residencial por parte de empresas — entraram em vigor a título temporário no dia 7 de outubro, após terem sido publicadas no Boletim Oficial do Estado.

Contudo, terão de ser posteriormente remetidas para aprovação pelos deputados em funções de gestão que permanecem em funções após a dissolução do Parlamento, segundo explicou Pedro Sánchez na semana passada.

O segundo decreto, que propunha a renovação automática dos contratos de arrendamento, só entraria em vigor se fosse aprovado pelo poder legislativo reduzido, uma vez que o Executivo de Sánchez não dispunha de maioria para o validar.

Em termos absolutos, os dados recolhidos pela Federação Nacional de Associações Imobiliárias (FAI) nos últimos dez dias indicam que até 4.235 imóveis foram retirados ou desviados do mercado de arrendamento residencial.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em eco.sapo.pt — o conteúdo pertence a ECO.

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