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O Slime é perigoso para as crianças? Se for caseiro pode ser

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Muitas receitas caseiras de slime usam bórax ou ácido bórico, que em contacto ocasional com a pele raramente causam mais do que irritação, mas podem provocar intoxicação se forem ingeridos ou inalados (sobretudo por crianças pequenas), pelo que se aconselha evitar o fabrico caseiro e optar por produtos industriais regularizados para crianças.

Muitas receitas caseiras de slime usam bórax (borato de sódio) ou ácido bórico para obter a textura elástica.

A Anvisa, o equivalente à DGS, no Brasil, incluiu estas substâncias e vários outros boratos na lista de ingredientes proibidos em cosméticos e produtos de higiene pessoal (RDC 1.030/2026), e segundo a Folha lembra que o uso do bórax como ativador de brinquedos não é uma finalidade regulamentada.

A Sociedade Brasileira de Pediatria considera potencialmente perigosa a manipulação destes químicos e desaconselha que as crianças mexam em compostos de boro.

Na União Europeia não está totalmente proibido, mas a utilização está sujeita a restrições que dependem da finalidade.

Nos produtos cosméticos, determinados boratos, incluindo o tetraborato de sódio, estão proibidos ao abrigo da legislação europeia.

Por outro lado, a utilização em produtos químicos e industriais pode ser permitida, desde que cumpra as regras aplicáveis de classificação, rotulagem e segurança.

Na área alimentar, a utilização é igualmente limitada e não é permitida de forma indiscriminada.

Também a Agência Europeia dos Produtos Químicos (ECHA) reconhece que o slime caseiro pode apresentar riscos quando é preparado com bórax, e a legislação europeia estabelece limites para a migração de boro nos brinquedos, incluindo materiais viscosos.

Isto significa que não existe uma proibição geral do bórax para fazer slime caseiro, mas também não se deve assumir que qualquer receita com borato de sódio é segura.

Para reduzir os riscos, é preferível utilizar materiais próprios para slime, destinados à idade de quem vai brincar, e seguir as instruções do fabricante, evitando manipular diretamente pós de bórax.

Segundo o jornal brasileiro, no contacto com a pele intacta, a absorção é limitada, entre cerca de 0,21% e 5% da dose aplicada, pelo que brincar de forma ocasional e breve não equivale a uma intoxicação.

O risco aumenta quando o contacto é frequente ou prolongado, quando as concentrações são elevadas, quando há grandes áreas do corpo expostas ou quando a pele tem dermatite, fissuras, feridas ou queimaduras.

O efeito mais provável é local: irritação, ardor, dermatite ou reação alérgica.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em 24.sapo.pt — o conteúdo pertence a SAPO24.

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