Dezenas de pessoas detidas em França em dia de novos protestos
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D ezenas de pessoas foram detidas esta manhã em Paris durante controlos policiais por ocasião de mais um dia de protestos, que incluíram concentrações e bloqueios em vários pontos do país.
A polícia de Paris disse à agência espanhola de notícias Efe que, até às 11:00 locais (10:00 em Lisboa), tinham sido efetuadas 61 detenções e 589 controlos preventivos, além de terem sido aplicadas quatro multas.
As forças da ordem intervieram para dispersar duas manifestações: uma de caráter sindical, composta por cerca de uma centena de pessoas que se tinha reunido junto à Estação do Norte, e outra de estudantes do ensino secundário que tinha tido início na Rua de Rennes, que segue na direção da Estação de Montparnasse.
Também na capital francesa, cerca de uma centena de indivíduos encapuzados tentaram bloquear o acesso ao parque de estacionamento da sede da televisão CNews e da emissora Europe 1, lançando diversos objetos contra o edifício.
Cerca de 20 pessoas foram detidas durante a ação contra estes dois meios de comunicação, propriedade do magnata Vincent Bolloré, conhecido pela sua proximidade com a extrema-direita.
No centro de Marselha, foram incendiados contentores do lixo e outros materiais urbanos perante uma concentração de várias centenas de pessoas no centro da segunda maior cidade francesa, na costa mediterrânica.
Em Lyon (centro-este), a terceira maior cidade do país, realizaram-se manifestações na refinaria de Feyzin, junto a uma autoestrada, e algumas das pessoas das quais foram dispersadas pela polícia com o argumento de que pretendiam obstruir o trânsito.
Também foram realizadas operações deste tipo nas vias de circunvalação de Rennes (noroeste) ou nas ruas de Lille (norte).
Antecipando possíveis desordens, o ministro do Interior, Laurent Núñez, solicitou às autoridades locais para que procedam ao desbloqueio sistemático de "infraestruturas ou eixos estruturais" que sejam obstruídos pelos manifestantes.
Mais de 10 mil polícias foram mobilizados para fazer face a eventuais incidentes, cinco mil dos quais em Paris, onde a Prefeitura de Polícia proibiu concentrações em zonas estratégicas, como as imediações do Palácio do Eliseu, da residência oficial do primeiro-ministro (Matignon), das duas câmaras parlamentares, da Avenida dos Campos Elísios ou das estações ferroviárias.
Foi autorizado um percurso para uma manifestação, que deverá decorrer a partir das 14:00 locais entre a Praça da República e a Praça de Clichy.
Na base destes protestos está um grupo heterogéneo de coletivos que incluem estudantes, algumas estruturas sindicais e antigos líderes do movimento inorgânico dos "coletes amarelos", em 2018 e 2019.
As motivações são várias e incluem o aumento dos preços dos combustíveis, o preço da habitação ou o custo de vida elevado.
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