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Bélgica investiga pessoas próximas do presidente da RDCongo

Notícias ao Minuto - Mundo ·
Bélgica investiga pessoas próximas do presidente da RDCongo

A polícia belga realizou esta semana várias buscas em residências na Bélgica de pessoas próximas do Presidente congolês, Félix Tshisekedi, no âmbito de uma investigação sobre branqueamento de capitais, segundo a agência AFP.

A investigação foi aberta pelo Ministério Público Federal belga após denúncias apresentadas em 2025, em Bruxelas, por três Organizações Não-Governamentais (ONG) congolesas que suspeitam de práticas fraudulentas no setor mineiro da República Democrática do Congo (RDCongo).

Bernard Maingain, advogado belga que representa estas ONG, explicou à imprensa na altura que a sua denúncia tinha como alvo "nove membros da família presidencial", todos com cidadania belga, suspeitos de estarem envolvidos num "sistema de predação" das riquezas do subsolo congolês.

Várias buscas foram realizadas na quarta-feira, na Bélgica, no âmbito deste inquérito judicial aberto por branqueamento de capitais, indicou fonte próxima da investigação à agência AFP.

Nenhuma identidade foi revelada.

O Ministério Público Federal informou apenas, na quarta-feira, que um inquérito por branqueamento de capitais, aberto "após a receção de denúncias apresentadas por ONG em julho de 2025", resultou em "várias buscas (…) em Bruxelas e em vários municípios das províncias de Brabante Flamengo e Brabante Valão".

Segundo o advogado Maingain, as práticas fraudulentas envolvem as riquezas minerais da província congolesa do Katanga (sudeste) e "a concessão de direitos sobre os resíduos de mineração, especialmente de cobalto".

"Tenho a impressão de que há atos de corrupção, desvio de fundos e branqueamento de capitais", declarou o advogado em julho de 2025, aos jornalistas em Bruxelas.

Em 2024, o Enact, um observatório de combate ao crime organizado transnacional em África, denunciou práticas de contrabando e "o conluio entre garimpeiros ilegais, grupos criminosos organizados e agentes estatais" relacionados com a produção de cobalto no Katanga.

Leia Também: Governo congolês acusa ex-presidente de fomentar ataque generalizado

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