O verão acaba hoje – para todos menos para os meteorologistas
Quando, no dia 23, o Sol cruzar o equador celeste e der início ao outono astronómico, o verão de 2026 estará finalmente terminado no calendário das estações astronómicas.
Para a meteorologia, porém, a estação encerrou-se no último dia de agosto, e isso significa que já podemos fechar as contas destes três meses e saber, com dados, que verão tivemos.
Porque é que os meteorologistas fazem o verão começar a 1 de junho? A resposta está menos no Sol do que nos calendários.
As estações astronómicas são definidas pelos movimentos aparentes do Sol: o verão boreal começa no solstício de junho e termina no equinócio de setembro.
As estações meteorológicas seguem uma divisão mais simples, com três meses inteiros para cada estação: dezembro, janeiro e fevereiro para o inverno; março, abril e maio para a primavera; junho, julho e agosto para o verão; setembro, outubro e novembro para o outono.
Esta convenção tem uma vantagem prática enorme.
Ao trabalhar com meses completos, os cientistas conseguem comparar facilmente períodos de igual duração entre diferentes anos e calcular médias, extremos e anomalias climáticas sem que as datas de início e fim das estações variem de ano para ano.
Não significa obviamente que o tempo passe a ser ‘de verão’ à meia-noite de 1 de junho; significa que, para efeitos estatísticos e climatológicos, junho, julho e agosto constituem um bloco coerente de dados.
Um continente que aquece muito e depressa A Europa é o continente que mais rapidamente aqueceu nas últimas décadas, enquanto o Ártico apresenta um aquecimento ainda mais acentuado, com o efeito a notar-se durante o ano inteiro.
Na Alemanha, na Bélgica, na Polónia e nos Países Baixos, onde a paisagem branca fazia parte do imaginário natalício, os Natais com neve são hoje uma presença cada vez mais rara.
Muitas zonas da Escandinávia têm períodos longos de chuva em dezembro ou janeiro, algo que seria uma raridade no século XX.
A redução da cobertura de neve tem consequências no balanço energético da superfície.
A neve reflete grande parte da radiação solar que recebe; quando desaparece, o solo, mais escuro, absorve mais energia e aquece.
No verão, a circulação atmosférica pode, por seu lado, favorecer a persistência de situações de calor extremo, através da instalação de áreas de altas pressões que dificultam a entrada de ar mais fresco e a formação de nuvens.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em 24.sapo.pt — o conteúdo pertence a SAPO24.