Camiões ‘fora’ da VCI há um mês. “Nunca ganhamos tempo, mas sim mais custos”
Carros circulam na Via de Cintura Interna (VCI) junto ao Nó da Boavista, no Porto.
JOSÉ COELHO/LUSA “ Nunca ganhamos tempo, mas sim mais custos com o desvio [obrigatório] da VCI para a A41”, começa por contestar Ana Águeda, responsável pela Malau, transportadora de contentores sediada na Maia.
Nos serviços para o sul do país, excluindo Porto e Gaia, “o desvio acrescenta 65 quilómetros, e uma hora e 15 minutos de trabalho”.
Os custos logísticos acrescidos e a menor produtividade já obrigaram a empresa a aumentar os preços cobrados aos clientes , com um impacto que poderá chegar ao consumidor final.
“Vai afetar o preço nas prateleiras ”, alerta.
A completar esta quinta-feira um mês da proibição da circulação de camiões na VCI , mantém-se o descontentamento e as contestações do setor da logística e transportes.
É o caso de Ana Águeda, que alerta para os custos acrescidos resultantes da medida que proíbe a circulação de pesados, entre as 7h e as 21h dos dias úteis, nos mais de 20 quilómetros da VCI .
Esta via abrange os troços das autoestradas A1/IC1, A20/IC23, A28/IC1 e A44/IC23.
Pedro Duarte rejeita exceção para camiões de Leixões na VCI Ler Mais As transportadoras fazem contas ao aumento dos custos – especialmente em contexto de alta dos preços dos combustíveis – e estão a adaptar as operações para minimizar o impacto económico dos desvios de tráfego para vias alternativas, como é o caso da Circular Regional Externa do Porto (CREP), oficialmente denominada de A41, e a A4.
Mais custos com o combustível, maior desgaste das viaturas e menos serviços realizados por motorista são algumas das consequências que a transportadora de contentores Malau sente na operação desde que a medida entrou em vigor a 15 de setembro.
O número de serviços que cada motorista consegue fazer é menor e, como tal, a produtividade é ainda mais baixa.
E se já havia falta de motoristas para dar resposta a todos os serviços, agora ainda é pior.
Ana Águeda Responsável pela Malau, transportadora de contentores sediada na Maia Embora o impacto total nas contas ainda esteja por calcular , Ana Águeda garante que a pressão sobre a produtividade e os custos já se faz sentir, e receia que não fique limitada ao setor, acabando o consumidor final por pagar a fatura.
Com uma frota de 60 camiões, a Malau teve de rever os preços dos serviços prestados aos clientes, tendo em conta o tempo e custos adicionais necessário para cada operação.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em eco.sapo.pt — o conteúdo pertence a ECO.