Escritora brasileira radicada em Portugal lança livro sobre luto, imigração e memória
Algumas sensações nos transportam imediatamente para casa: o cheiro do café passado, de uma flor, da roupa que secou ao sol ou de terra molhada.
Para a escritora brasileira Arlete de Amorim, o de terra molhada é o mais afetivo, mesmo quatro décadas depois de deixar o Brasil.
"Ainda hoje, quarenta anos e dois países depois, o cheiro de terra molhada depois da chuva me devolve inteira a uma manhã de infância.
Não só é lembrança, é também e sobretudo, o corpo reconhecendo ", diz em entrevista ao DN Brasil .
Esta é uma das muitas memórias da escritora brasileira, que lançou o livro O Mar por Dentro .
A obra, publicada de forma independente, reúne contos e memórias que têm a água como fio condutor.
A brasileira mora em Portugal desde 2020 e, depois de Lisboa, fixou residência em Coimbra.
Antes, morou mais de três décadas em Milão, na Itália.
A vinda para Portugal devolveu muitas coisas, conta.
Havia perdido o marido, e a cidade italiana estava "impraticável" diante de tantas lembranças com o amor de sua vida.
Mas a mudança também representou a volta ao seu idioma natal.
"Eu queria voltar a viver em português (...) Portugal me devolveu isso" , relata.
Coimbra também devolveu o rio, o Mondego.
Foi quando voltou a ver a água como um fio condutor da vida.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.dn.pt — o conteúdo pertence a Diário de Notícias.