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Economia

Banco de Inglaterra congela juros, mas avisa que guerra prolongada pode forçar subidas

ECO ·
Banco de Inglaterra congela juros, mas avisa que guerra prolongada pode forçar subidas

Num mês em que o Banco Central Europeu (BCE) e a Reserva Federal (Fed) já aumentaram as taxas de juro para controlar a inflação – com o Banco do Japão previsto a fazer o mesmo – o Banco de Inglaterra (BoE) contrariou esta quinta-feira a tendência a manteve os juros inalterados nos 3,75%.

A decisão era esperada por analistas e investidores, mas foi acompanhada por um alerta do governador Andrew Bailey que se a guerra no Irão se prolongar e provocar “efeitos de segunda ordem”, o banco central terá de aumentar o custo da libra .

“Com os riscos para os preços de energia e alimentos tendendo mais para o lado da subida, efeitos de segunda ordem poderiam se materializar com maior intensidade”, referiu Bailey em comunicado após a reunião do Comité de Política Monetária (MPC), explicando que as condições financeiras continuarão a exercer pressão de baixa sobre a inflação, “sendo apropriado manter a taxa básica de juros nesta reunião”.

Reserva Federal aumenta taxas de juro em 25 pontos base Ler Mais Sublinhou, no entanto, que “ se o conflito no Médio Oriente persistir por um período prolongado — como parece ser o caso — e aumentar o risco de surgimento de efeitos de segunda ordem, é provável que a política monetária precise ser mais restritiva “.

Numa sondagem da Reuters publicada a 8 de setembro, os 65 economistas consultados foram unânimes sobre a manutenção da Bank of England Rate nos 3,75% esta quinta-feira, enquanto 90% acreditam que o banco central liderado por Andrew Bailey não iria alterar esse nível até ao final do ano.

A decisão desta quinta-feira teve votos a favor de seis membros do MPC, enquanto três votaram para aumentar o Bank of England rate em 25 pontos base para 4% .

A inflação superou a meta de 2% em todos os meses dos últimos cinco anos, exceto três, e o BoE adotou um tom mais firme em relação às perspectivas para as pressões sobre os preços.

O banco central britânico subiu a estimativa de crescimento económico trimestral para o terceiro trimestre de 0,1% para 0,4%, mas a instituição afirmou que a inflação — que estava em 3,1% em agosto — pode “agora superar ligeiramente os 4% no início de 2027”.

Anteriormente, o BoE projetava um pico de 3,2% para o final de 2026.

Selloff obriga a suspensão da limpeza do balanço O Banco da Inglaterra anunciou também um programa plurianual para se desfazer da maior parte dos 488 mil milhões de libras (cerca de 522 mil milhões de euros) em títulos públicos que detém, mas vai suspender as vendas no próximos seis meses e interromperá totalmente a venda de títulos de longo prazo, as gilts .

A decisão do Banco da Inglaterra ocorre dias depois de os custos de financiamento do governo britânico para prazos de 30 anos terem atingido o nível mais alto desde 1998, parte de um selloff global de dívida soberana.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em eco.sapo.pt — o conteúdo pertence a ECO.

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