Memorial no Hospital de Leiria lembra depressão Kristin e homenageia profissionais de saúde
Um memorial hoje inaugurado, representado por uma raiz arrancada pela depressão Kristin que em janeiro atingiu gravemente a região de Leiria, visa perpetuar a memória deste acontecimento e homenagear os profissionais da Unidade Local de Saúde (ULS).
O Memorial Kristin foi "criado a partir de uma das raízes de grandes dimensões que emergiram do solo durante a tempestade" de 28 de janeiro, divulgou a ULS.
"A raiz, preservada no local e envolvida por uma estrutura com mais de quatro metros de altura, transforma uma das imagens mais marcantes deixadas pela tempestade num símbolo de memória, resistência e reconhecimento", adiantou a ULS.
Junto ao memorial, inaugurado na data em que a ULS assinala o seu dia, numa placa interpretativa lê-se que a "força da natureza" revelou o que "permanecia oculto", assinalando a fragilidade e a resiliência do território.
Na placa está ainda a inscrição sobre a "resposta incansável dos profissionais de saúde que, mesmo perante dificuldades pessoais, permaneceram ao serviço da população", desejando que as raízes expostas "convidem à reflexão, à memória e ao reconhecimento de quem cuidou, mesmo quando tudo parecia desabar".
Na sessão solene que se seguiu, no Hospital de Leiria, o presidente da ULS, Manuel José Carvalho, referiu que o memorial é um símbolo que perpetua "o marco que foi para a região aquela madrugada", mas também "memória de uma grande região", caracterizada pelo seu "dinamismo, empreendedorismo, crescimento e espírito de solidariedade interinstitucional".
Dirigindo-se aos autarcas, responsáveis das forças de segurança e outras entidades presentes, Manuel José Carvalho destacou que "foi esta matriz que permitiu enfrentar, responder e ultrapassar as consequências da maior tempestade que assolou Portugal desde que há registos".
"[A tempestade] realçou o quão somos mais fortes quando trabalhamos em conjunto, em complementaridade e com um propósito comum, o de proteger as nossas populações, a nossa comunidade, criando valor e garantindo a segurança e qualidade de vida aos cidadãos", continuou, salientando "a resposta incansável dos profissionais de saúde" da ULS, "mesmo quando muitos deles e familiares passavam pelas mesmas dificuldades".
O presidente da ULS lembrou que "durante os 19 dias da catástrofe foram atendidos nos serviços de Urgência do hospital mais de 1.800 utentes", para sublinhar que quando o Serviço Nacional de Saúde "é chamado está presente".
Já o secretário de Estado da Proteção Civil, Rui Rocha, assinalou a forma como a ULS "respondeu perante circunstâncias de enorme exigência".
"Durante um período longo de dias, houve dificuldades nas comunicações, foi necessário reorganizar equipas, adaptar a atividade de assistência e cirúrgica, acompanhar doentes particularmente vulneráveis e responder a um número significativo de situações diretamente relacionadas com o temporal e, apesar de todas estas dificuldades, os cuidados de saúde não pararam", declarou.
Para Rui Rocha, "o memorial serve para preservar a memória" mas, "acima de tudo, um memorial às pessoas que responderam, que cuidaram, que protegeram e que estiveram presentes quando mais foi preciso".
"E gostaria que este fosse ta
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