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CPLP trabalha de forma discreta para normalizar situação na Guiné-Bissau

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CPLP trabalha de forma discreta para normalizar situação na Guiné-Bissau

O ministro dos Negócios Estrangeiros afirmou hoje que a CPLP está a trabalhar de "forma discreta e serena" para garantir que a situação na Guiné-Bissau regresse à normalidade, ressalvando que as mediações não se fazem no espaço público.

"Nós estamos todos a trabalhar de forma discreta e serena no sentido de garantir o mais depressa possível o regresso da Guiné-Bissau à plenitude de funções [na CPLP] e, obviamente, queremos que isso signifique também um processo de transição que nos leve a uma democracia plena e funcional", afirmou Paulo Rangel.

O ministro dos Negócios Estrangeiros falava aos jornalistas em Bruxelas, ao lado do homólogo de Cabo Verde, Manuel Amante da Rosa, após ter sido questionado sobre quando é que tenciona receber o líder do PAIGC, Domingos Simões Pereira, que se encontra em Lisboa.

Paulo Rangel destacou que houve recentemente mudanças na situação na Guiné-Bissau, referindo-se ao possível adiamento das eleições presidenciais, anunciado esta quinta-feira, e destacou que a CPLP precisa de as "perceber perfeitamente" e ter "capacidade de interlocução".

"Muitas vezes estas mediações não se podem fazer no espaço público, sob pena de depois não funcionarem", advertiu.

Questionado se isso significa que tenciona receber o líder do PAIGC brevemente, Rangel respondeu: "Significa exatamente o que eu disse, nem mais nem menos".

Por sua vez, o ministro dos Negócios Estrangeiros de Cabo Verde afirmou que está atento ao que se está a passar na Guiné-Bissau e ao adiamento das eleições presidenciais, "que estavam para ser feitas aparentemente sem observadores".

"Nós estamos a observar e esperamos que possa haver um diálogo entre as partes e que se encontre uma solução para a Guiné-Bissau, porque a Guiné-Bissau é parte da CPLP e não conseguimos, entre nós, países membros da CPLP, saber que um dos membros não está dentro", referiu.

Manuel Amante da Rosa destacou assim que o desejo da CPLP e as suas ações têm sido no sentido "de que o diálogo possa voltar à Guiné-Bissau e que a Guiné-Bissau possa de novo fazer parte da CPLP".

A Guiné-Bissau está suspensa da participação nas atividades da CPLP desde dezembro de 2025, na sequência do golpe militar de 26 de novembro desse ano, que interrompeu o processo eleitoral. A decisão da CPLP determina que a suspensão vigore até à retoma da ordem constitucional.

Estavam previstas para 06 de dezembro deste ano novas eleições, mas foi anunciado esta quinta-feira não estarem reunidas as condições para a votação.

As eleições anteriores, presidenciais e legislativas antecipadas, tinham decorrido em 23 de novembro de 2025, mas o processo foi interrompido pelo golpe militar de 26 de novembro, antes da conclusão do apuramento dos resultados.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.noticiasaominuto.com — o conteúdo pertence a Notícias ao Minuto - Mundo.

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