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Emmys 2026: uma noite de recordes para "Widow’s Bay"

Observador ·
Emmys 2026: uma noite de recordes para "Widow’s Bay"

O drama hospitalar da HBO The Pitt chegou como a série mais nomeada, mas a noite dos Emmys pertenceu a Widow’s Bay . A 78.ª cerimónia dos prémios da indústria televisiva norte-americana viu a produção da Apple dominar nas categorias cómicas, vencendo todas as estatuetas para as quais fora indicada nas categorias principais (seis ao todo) e fechando mesmo a noite com a vitória anunciada em Melhor Série de Comédia. No total, foram 14 prémios em 19 nomeações — The Studio, no ano passado, tinha estabelecido um recorde com 13 vitórias.

Além da categoria principal, a série sobre uma pequena cidade da Costa Leste dos EUA afligida por uma maldição sobrenatural arrecadou ainda os prémios relevantes de Melhor Ator (Matthew Rhys), Ator Secundário (Stephen Root, derrotando o também nomeado Harrison Ford), Atriz Secundária (Kate O’Flynn), Melhor Realização e Melhor Escrita, numa onda que bateu o recorde de vitórias para uma série de comédia num só ano.

Coube de resto a Matthew Rhys, protagonista de Widow’s Bay, um dos papéis centrais da noite. Isto porque o ator galês, de 51 anos, fez história ao tornar-se no primeiro a vencer dois prémios de ator principal na mesma noite – ao já referido triunfo com a comédia sobrenatural da Apple juntou-se ainda o reconhecimento pelo seu papel na minissérie The Beast in Me , da Netflix. “Para o povo galês, somos uma pequena, mas grandiosa nação”, disse ao subir pela segunda vez ao palco do Peacock Theater, em Los Angeles.

Num ano sem fenómenos culturais aclamados como no ano passado foi Adolescência e com menos fulgor no que a novas grandes produções diz respeito, acabou por ser a segunda temporada de The Pitt a arrecadar o prémio de Melhor Série Dramática, repetindo o triunfo do ano passado.

“É cada vez mais difícil distinguir o que é real e aquilo em que podemos acreditar, o que torna o facto de contar histórias honestas sobre as lutas humanas reais muito mais importante do que nunca”, declarou no discurso de aceitação o criador da série, o canadiano R. Scott Gemmill.

Adiante, outro motivo de interesse na cerimónia estava em perceber se os cerca de 27 mil membros da Academia Televisiva reconheceriam Stephen Colbert e o seu Late Show , que recentemente chegou ao fim envolto em polémica e rumores de uma possível pressão de Donald Trump, frequentemente visado pelo humorista e apresentador.

O cenário confirmou-se, com o talk show a ser reconhecido como Melhor Programa de Variedades da última temporada televisiva. Rodeado pela sua equipa, Colbert evitou falar de política, preferindo enaltecer o trabalho das cerca de 200 pessoas que compunham o staff do programa. “Contratem-nos, eles vão fazer o vosso programa melhor e o vosso dia mais fácil”, apelou Colbert.

A cerimónia apresentada pela estrela de Lei e Ordem Mariska Hargitay (que iniciou as hostilidades com um sketch ao lado de nada menos que Taylor Swift) reconheceu ainda a série Pluribus , outra produção da Apple, com Rhea Seehorn a vencer em Melhor Atriz em Série Dramática, e Vince Gillighan, criador de Breaking Bad e Better Call Saul a levar para casa a sua primeira estatueta por escrita de uma série.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em observador.pt — o conteúdo pertence a Observador.

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