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PSI cai com Europa dividida e inflação dos EUA acima do esperado

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PSI cai com Europa dividida e inflação dos EUA acima do esperado

O índice português PSI encerrou a sessão desta quinta-feira em queda de 0,44%, fixando-se nos 9.373,82 pontos, numa jornada marcada pela divisão dos mercados europeus e pela cautela dos investidores face às pressões inflacionistas persistentes nos Estados Unidos.

No seio do índice nacional, as maiores quedas foram registadas pela EDP Renováveis, que recuou 2,32% para 12,21 euros, seguida pela Mota-Engil, que cedeu 2,08% para 4,710 euros, e pela Teixeira Duarte, que desvalorizou 2,00% para 0,4410 euros.

Em contraciclo, a Jerónimo Martins destacou-se como a principal impulsionadora do índice, ao subir 2,59% para 17,83 euros, beneficiando de um sentimento positivo em torno das suas recomendações e do seu caráter defensivo.

A retalhista liderada por Pedro Soares dos Santos foi alvo de uma revisão em baixa por parte do Kepler Cheuvreux.

O banco de investimento desceu o preço-alvo por ação de 20,40 euros para 19,60 euros.

Apesar do corte, a instituição continua a recomendar a compra do título.

A acompanhar a retalhista, os CTT avançaram 0,91% para 5,57 euros e a NOS valorizou 0,86% para 5,270 euros.

No resto da Europa, o EuroStoxx 50 fechou em queda de 0,36% para 6.168,26 pontos, contrastando com o Stoxx 600, que subiu 0,38%.

O índice britânico FTSE 100 destacou-se ao avançar 1,08% para 10.840,35 pontos, impulsionado pelo alívio das yields de dívida soberana e pelos ganhos no setor energético.

Em Paris, o CAC 40 subiu 0,78% para 7.934,70 pontos, enquanto em Frankfurt o DAX registou um ganho ligeiro de 0,33% para 25.382,62 pontos.

Já no sul da Europa, a tendência foi de perdas, com o FTSE MIB a cair 0,72% para 49.397,55 pontos e o IBEX 35 a recuar 0,28% para 19.177,70 pontos.

O Millennium Investment Banking (Millennium BCP) comentou que “as bolsas europeias encerraram divididas entre a queda dos índices ibéricos e os ganhos superiores a 1% do Footsie”, salientando que “o alívio das yields de dívida soberana deu algum ânimo aos investidores, ainda que o setor Tecnológico tenha continuado condicionado”.

A casa de investimento notou ainda que “a revelação de uma aceleração superior ao esperado do ritmo de aumento de preços no produtor dos EUA, trazendo mais pressões inflacionistas a montante da cadeia de fornecimento, acabou por ser recebida com tranquilidade”, embora os setores mais defensivos tenham registado melhor performance, num sinal de alguma cautela.

O contexto macroeconómico foi dominado pela divulgação de que os preços no produtor norte-americanos aceleraram para 6,3% em setembro, bastante acima dos 5,4% estimados pelos analistas, o valor mais alto dos últimos quatro anos, com os preços no produtor core a subirem 5%.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em jornaleconomico.sapo.pt — o conteúdo pertence a Jornal Económico.

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