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Lisboa entra na lista mundial de cidades com risco de bolha imobiliária

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Lisboa entra na lista mundial de cidades com risco de bolha imobiliária

Lisboa entrou para a lista de cidades com risco acrescido de uma bolha imobiliária.

O índice global do banco suíço UBS coloca, pela primeira vez, a capital portuguesa entre as metrópoles mundiais onde o preço das casas pode estar mais inflacionado sem fundamentos económicos.

Ou seja, Lisboa tem elevado risco de o custo dos imóveis estarem desvirtuados da realidade nacional.

Apesar de nova entrante na tabela, Lisboa ocupa o sétimo lugar entre as 23 cidades que compõem o novo Global Real Estate Bubble Index ( Índice de Bolha Imobiliária Global 2026 ) do UBS.

A instituição financeira explica que as políticas criadas para atrair capital estrangeiro e novos residentes ajudaram a alimentar o boom imobiliário da capital lisboeta levando a que os preços reais das casas aumentassem quase 7% ao ano na última década – o ritmo mais rápido deste grupo de cidades – e crescessem mais 10% desde meados do ano passado .

Rendas das casas sobem até 2,56% em 2027 Ler Mais “À medida que Lisboa se tornou um dos mercados de habitação menos acessíveis da Europa, os principais motores de crescimento estão a enfraquecer .

Uma mudança de política no sentido de uma imigração mais seletiva contribuiu para um crescimento populacional negativo, o aumento das rendas estagnou e a procura está a deslocar‑se para zonas mais acessíveis fora da cidade”, concluem os especialistas do banco de investimento com sede em Zurique.

Por exemplo, um cidadão qualificado, do setor dos serviços, precisa de trabalhar cerca de dez anos para conseguir comprar um apartamento de 60 metros quadrados perto do centro da cidade de Lisboa.

Uma média superior (portanto, mais anos de trabalho) só se encontra em Hong Kong, Tóquio, Paris, Londres, Seul e Singapura.

Além de Lisboa, denotam-se “níveis de risco elevados” em Miami, Dubai, Seul e Genebra, embora Zurique e Tóquio sejam as únicas cidades do ranking que enfrentam um alto risco de bolha imobiliária .

“Os mercados imobiliários da Zona Euro evoluíram de forma desigual .

No último ano, os desequilíbrios aumentaram em Lisboa , Madrid e Milão, enquanto Paris também registou um aumento modesto no seu índice de risco.

Em contraste, o risco de bolha diminuiu em Frankfurt, Munique e Amesterdão”, assinala-se no relatório publicado esta terça-feira.

Preços nas grandes cidades mundiais desaceleram No cômputo geral, o ritmo de crescimento dos preços das casas abrandou nos últimos quatro trimestres.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em eco.sapo.pt — o conteúdo pertence a ECO.

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