Design, o alien na sala
Há uma certa tranquilidade económica nas matérias que se podem contabilizar.
Uma fábrica tem máquinas.
Um hotel tem quartos.
Uma empresa tem trabalhadores.
Um produto tem unidades vendidas.
Tudo isto cabe relativamente bem numa folha de Excel.
E, no entanto, uma parte crescente do valor económico está precisamente naquilo que é mais difícil de contar.
Segundo a Organização Mundial da Propriedade Intelectual , o investimento em ativos intangíveis ultrapassou os 10 biliões de dólares em 2025 e, desde 2008, tem crescido três vezes mais depressa do que o investimento em ativos tangíveis.
Nesta conta entram software, investigação, dados, marcas, conhecimento – e Design.
Portugal que discute, e bem, produtividade, inovação e criação de maior valor acrescentado , talvez seja altura de a conversa económica reconhecer ao design o lugar central que lhe é devido.
Durante muito tempo habituámo-nos a separar as disciplinas “sérias” das criativas.
Matemática, ciência, engenharia e economia de um lado; artes e criatividade do outro.
O design nunca coube verdadeiramente nessa divisão.
Talvez porque trabalhe na interceção entre o intangível e o tangível.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em eco.sapo.pt — o conteúdo pertence a ECO.