Depois de Ormuz, Bab el-Mandeb? Consequências seriam "catastróficas"
"O mundo já sofre o suficiente com o encerramento do estreito de Ormuz, não podemos permitir-nos acrescentar o de Bab al-Mandeb a esta equação [...]. As consequências seriam catastróficas" , afirmou Ibrahim al-Hashmi, um responsável do Ministério dos Negócios Estrangeiros do Qatar, em conferência de imprensa.
A Arábia Saudita, alvo regular dos hutis nos últimos dias, emitiu hoje um alerta sobre o risco de ataques em três regiões, incluindo a cidade santa de Meca, pela primeira vez desde o início da guerra no Médio Oriente.
Por outro lado, o Conselho de Segurança da ONU aborda hoje a situação no estreito de Bab el-Mandeb, sujeito a uma ofensiva dos rebeldes do Iémen.
A reunião, em que se prevê a intervenção do Iémen e da Arábia Saudita, está agendada para as 15:00 em Nova Iorque locais (20:00 em Lisboa), a pedido da França, que detém a presidência mensal do Conselho de Segurança em setembro.
Nos últimos dias, o grupo pró-iraniano dos hutis infligiu pesadas derrotas às forças governamentais iemenitas e ao aliado saudita.
A ofensiva permitiu aos rebeldes hutis reforçar o domínio sobre o estreito no mar Vermelho, uma passagem estratégica para os navios que ligam a Europa à Ásia.
Bab el-Mandeb tornou-se ainda mais importante devido ao bloqueio imposto pelo Irão ao estreito de Ormuz , no golfo Pérsico, desde que foi atacado pelos Estados Unidos e por Israel, no final de fevereiro.
Cerca de 20% dos produtos energéticos circulavam pelo estreito de Ormuz antes do início da guerra israelo-norte-americana contra o Irão, cuja resposta de Teerão alargou o conflito a grande parte do Médio Oriente.
A guerra fez disparar os preços do petróleo e gerou o receio de uma crise económica global.
Hoje de manhã na abertura dos mercados, o preço do Brent, de referência para a Europa, situava-se nos 107,8 dólares por barril.
O aumento recente tem sido atribuído ao encerramento temporário do oleoduto Este-Oeste da Arábia Saudita, depois de ter sido atingido por drones alegadamente disparados do Iraque, além das dificuldades encontradas pelos petroleiros no estreito de Ormuz.
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