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Escritora Gioconda Belli vence Prémio FIL de Literatura em Línguas Românicas 2026

RTP Notícias ·
Escritora Gioconda Belli vence Prémio FIL de Literatura em Línguas Românicas 2026

O júri, que decidiu por unanimidade, reconheceu em Gioconda Belli "uma das vozes mais poderosas entre os autores latino-americanos contemporâneos".

A porta-voz do júri, a escritora e professora espanhola Carmen Alemany, disse que a obra de Gioconda Belli, detentora de "uma expressão direta e quotidiana", revitalizou "a expressão poética do corpo, do desejo e do prazer feminino" e conseguiu unir na sua poesia "a dimensão sensorial e a consciência política", juntamente com "o íntimo e o coletivo".

Poetisa, romancista, ensaísta e ativista, Gioconda Belli nasceu em Manágua, capital da Nicarágua, em 1948, vive em Espanha, e a organização da FIL apresenta-a como "uma das mais proeminentes escritoras da literatura latino-americana contemporânea".

"A sua participação na Revolução Nicaraguense [1979] e a sua subsequente rutura com o sandinismo influenciaram uma obra que aborda a feminilidade, o amor, a liberdade, a política e a justiça social, com títulos como `Linha de Fogo`, `A Mulher Habitada`, `Sofia dos Presságios` e `O País das Mulheres`, traduzidos em mais de vinte línguas", lê-se no comunicado da FIL.

Da autora, em Portugal, estão publicados os livros "Sonhos que nunca Dormem", antologia da obra poética (1972-2023), com tradução do poeta Nuno Júdice (Exclamação, 2023), "O País Debaixo da Minha Pele: Memórias de amor e guerra", com tradução de Rui Pires Cabral (Bizâncio, 2014), e o romance "O Pergaminho da Sedução: Joana, a louca, o que oculta a sua história", com tradução de Carlos Aboim de Brito (Dom Quixote, 2006), segundo a Bibliografia Nacional Portuguesa da Biblioteca Nacional de Portugal.

A carreira literária de Belli remonta a 1970 com títulos como "Linha de Fogo", Prémio Casa das Américas (1978). Na ficção, destacou-se com obras como "A Mulher Habitada", "Waslala" e "O Pergaminho da Sedução". "Un silencio lleno de murmullos", publicado em 2024, é o seu mais recente livro.

A autora vive exilada em Espanha, depois de se ter tornado uma das principais vozes críticas do governo de Daniel Ortega e Rosario Murillo. Em 2023, esteve entre os 93 intelectuais, escritores, jornalistas e ativistas nicaraguenses declarados "traidores da nação", privados de bens e de cidadania, pelo regime de Ortega.

Na década de 1970, a escritora fez parte da Frente Sandinista de Libertação Nacional que se opôs à ditadura de Anastasio Somoza e da sua família.

Entre os prémios recebidos por Gioconda Belli contam-se o Rainha Sofía de Poesia Ibero-Americana (2023) e o Hermann Kesten/PEN da Alemanha (2018).

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.rtp.pt — o conteúdo pertence a RTP Notícias.

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