Netanyahu acusa o Comité do Nobel da Paz de ter "perdido bússola moral"
Israel acusou hoje o Comité Nobel de "perder a bússola moral" ao atribuir o prémio Nobel da Paz à jurista sul-africana Navi Pillay, que presidiu à comissão de inquérito da ONU que concluiu que Telavive comete genocídio em Gaza.
"Concederam o seu máximo prémio a uma fanática que construiu a sua carreira inventando e propagando calúnias sangrentas contra o único Estado judeu", assinalou o gabinete do primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, numa mensagem na rede social X.
A mensagem associa ainda o trabalho de Pillay ao procurador do Tribunal Penal Internacional (TPI), Karim Khan, que solicitou, em 2024, mandados de detenção contra Netanyahu e contra o então ministro da Defesa, Yoav Gallant, por crimes de guerra e contra a humanidade em Gaza.
Segundo o gabinete do primeiro-ministro, a "maior conquista" de Pillay foi "legitimar um procurador corrupto" que recorreu às suas "invenções" contra Israel na esperança de se livrar de uma acusação de violação.
Khan, acusado por funcionárias do TPI de conduta sexual imprópria, negou as acusações.
"Pillay forneceu as mentiras.
Khan transformou-as numa arma.
E agora os membros equivocados do Comité do Nobel homenageiam a mulher que propagou esta demonização dos judeus e esta paródia da justiça", concluiu.
Horas antes, o Ministério dos Negócios Estrangeiros israelita também criticou veementemente o prémio na rede social X: "Se existisse um prémio para as mentiras, o ódio e as calúnias de sangue, Navi Pillay não seria apenas uma candidata.
Seria a favorita".
O Ministério dos Negócios Estrangeiros acusou Pillay de desempenhar um papel na "demonização implacável de Israel, com motivações políticas", e na promoção do que designou por "genomentira", um jogo de palavras que junta genocídio e mentira.
"Agora que o Comité Nobel premiou a maior mentira do século XXI, Joseph Goebbels estará certamente a aplaudir do inferno", afirmou.
Pillay, ex-Alta Comissária da ONU para os Direitos Humanos e ex-presidente do Tribunal Penal Internacional para o Ruanda, presidiu à Comissão Internacional Independente de Investigação da ONU sobre o Território Palestiniano Ocupado que, em setembro de 2025, concluiu que Israel cometeu genocídio em Gaza.
Israel tem rejeitado repetidamente essas acusações, bem como as das organizações não-governamentais internacionais e israelitas que chegaram à mesma conclusão.
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