Rússia diz que exercício nuclear da NATO aumenta tensões na Europa
A embaixada russa em Bruxelas afirmou hoje que o exercício nuclear anual da NATO, que começa na terça-feira em Itália, "não contribui para reduzir as tensões" na Europa.
"Tomamos nota das declarações dos responsáveis da NATO de que os exercícios são habituais e não representam uma ameaça para a Rússia", afirmou, através das redes sociais, a representação diplomática russa na capital belga, que acolhe a sede da organização.
A embaixada questionou, contudo, a realização das manobras no atual contexto de tensão entre Moscovo e a Aliança Atlântica.
Segundo a representação russa, tendo em conta que a NATO considera a Rússia "a principal ameaça à segurança", o exercício não contribui para "reduzir as tensões no continente".
As manobras fazem parte da política nuclear da NATO, "em relação à qual a atitude negativa de Moscovo é bem conhecida", acrescentou a diplomacia russa em Bruxelas.
"Em qualquer caso, acompanharemos de perto o desenvolvimento dos exercícios", afirmou a embaixada, sem indicar se Moscovo pretende adotar alguma medida em resposta.
A NATO anunciou na quinta-feira que 17 países aliados participarão, entre 13 e 23 de outubro, no exercício nuclear anual Steadfast Noon, que terá Itália como principal cenário.
A Aliança Atlântica afirmou tratar-se de uma atividade de treino de rotina, planeada há muito tempo e destinada a manter a preparação das forças e testar os procedimentos relacionados com a capacidade de dissuasão nuclear.
A NATO garantiu que não serão utilizadas armas nucleares reais e que o exercício "não é dirigido contra qualquer país", estando também "desligado dos atuais acontecimentos mundiais".
O secretário-geral da NATO, Mark Rutte, defendeu que as manobras procuram assegurar uma capacidade nuclear "segura, eficaz e credível" para preservar a paz, prevenir a coerção e dissuadir eventuais agressões.
Os exercícios decorrem num período de particular tensão entre a Rússia e a NATO, depois de o Presidente russo, Vladimir Putin, ter advertido que Moscovo poderá recorrer ao seu arsenal nuclear contra países da Aliança em caso de autodefesa.
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