MNE solidário com Nepal: "Os nossos pensamentos estão com as famílias"
O Ministério dos Negócios Estrangeiros (MNE) português manifestou, esta quarta-feira, "solidariedade" perante as inundações repentinas no Nepal, junto à fronteira com o Tibete.
"O MNE manifesta a sua solidariedade às autoridades e ao povo do Nepal na sequência das graves inundações repentinas que atingiram o distrito de Rasuwa, junto à fronteira com o Tibete, causando vítimas mortais e avultados danos", escreveu a tutela liderada por Paulo Rangel numa mensagem deixada na rede social X tanto em português como em inglês.
"Os nossos pensamentos estão com as famílias afetadas e com todos os envolvidos nas operações de busca e salvamento", conclui a mesma nota.
Note-se que o número de vítimas das cheias já supera a meia centena, numa altura em que há mais de 400 desaparecidos, após uma inundação relâmpago ter atingido várias localidades perto da fronteira com o Tibete.
O porta-voz da polícia do Nepal na província de Bagmati, Rajendra Prasad Dhamala, elevou para 55 o número de mortos na catástrofe que atingiu povoações, mercados, estradas e projetos hidroelétricos ao início da manhã.
O Nepal atribuiu a um sismo a inundação que atingiu hoje o norte do país.
"Ocorreu um sismo às 08h37 [03h52 em Lisboa] de hoje e, devido a isso, produziu-se um grande deslizamento de terra que bloqueou o rio, o que parece ter causado a inundação", afirmou o ministro dos Negócios Estrangeiros nepalês, Shishir Khanal, citado pelo jornal local Ratopati.
O Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS) registou às 02h52 TMG (08h37 em Katmandu) um sismo de magnitude 4,4, com epicentro a cerca de 77 quilómetros a noroeste da localidade nepalesa de Kodari.
A vaga de água atingiu por volta das 09h15 locais (04h30 em Lisboa) o rio Bhotekoshi a partir da zona tibetana, afetando com particular gravidade as localidades de Timure, Rasuwagadhi e Syabrubesi, disseram fontes oficiais.
As inundações provocaram ainda danos em estradas, mercados, povoações e projetos hidroelétricos, obrigando ao destacamento de helicópteros e equipas de socorro para as operações de busca e salvamento.
Várias horas depois da tragédia, as autoridades nepalesas continuavam a avaliar a dimensão dos estragos e a tentar localizar as pessoas desaparecidas.
Do lado da China, o Presidente Xi Jiping ordenou que fossem mobilizados todos os meios para socorrer as populações afetadas, embora as autoridades ainda não tenham referido quaisquer dados sobre possíveis vítimas.
Imagens divulgadas pela televisão pública chinesa CCTV mostram águas turbulentas a arrastar ramos e detritos, bem como uma estrada inundada.
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