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Autoridade Palestiniana aplaude Nobel da Paz para "voz dos oprimidos"

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Autoridade Palestiniana aplaude Nobel da Paz para "voz dos oprimidos"

O Ministério dos Negócios Estrangeiros da Autoridade Nacional Palestiniana (ANP) felicitou hoje a jurista sul-africana Navi Pillay pela atribuição do Nobel da Paz, um prémio que, segundo afirmou, "amplifica a voz da verdade e dos oprimidos".

Num comunicado, o ministério, com sede em Ramallah, considerou o reconhecimento "bem merecido" e destacou que Pillay dedicou a sua vida a defender "a primazia do Direito como pedra angular da ordem internacional".

Ao longo da sua carreira, acrescentou o comunicado, Pillay tem procurado a verdade e defendido os direitos dos oprimidos "na África do Sul e em todo o mundo, incluindo a Palestina, com integridade, coragem e honra".

O Ministério dos Negócios Estrangeiros da Autoridade Nacional Palestiniana (ANP) sublinhou o papel de Pillay à frente da Comissão Internacional Independente de Investigação da ONU sobre o Território Palestiniano Ocupado entre 2021 e 2025.

O seu trabalho, salientou, contribuiu para "fazer avançar a justiça para as vítimas" e para documentar acusações de genocídio, violência sexual, ataques contra crianças e outros crimes atribuídos a Israel.

"Este reconhecimento honra todos aqueles que se mantêm firmes na defesa do Direito internacional e da justiça, e na busca pela responsabilização por genocídio, crimes de guerra e crimes contra a humanidade", afirmou o ministério, que concluiu que "não pode haver uma paz duradoura sem justiça e igualdade para todos".

A comissão presidida por Pillay concluiu, em setembro de 2025, que Israel cometeu genocídio em Gaza.

A reação palestiniana contrasta com a do Governo israelita, tendo o gabinete do primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu, acusado o Comité Nobel de ter "perdido a sua bússola moral" ao premiar "uma fanática que construiu a sua carreira inventando e propagando calúnias sangrentas contra o único Estado judeu".

O Ministério dos Negócios Estrangeiros israelita, por seu lado, afirmou que o comité tinha premiado "a maior mentira do século XXI" e que "Joseph Goebbels estará certamente a aplaudir do inferno".

Pillay, de 85 anos, foi alta comissária das Nações Unidas para os Direitos Humanos (2008-2014) e presidente do Tribunal Penal Internacional para o Ruanda (1999-2003).

Leia Também: Netanyahu acusa o Comité do Nobel da Paz de ter "perdido bússola moral"

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