SNS é indispensável
O SNS tem permitido a milhões de portugueses ter melhor acesso à saúde.
Contribuiu para a redução da mortalidade infantil e para uma melhoria significativa dos vários indicadores de saúde.
Contudo, passados estes 47 anos.
Há quem espere meses por uma consulta ou uma cirurgia, quem não consiga marcar um exame, quem procure um especialista e fique sem resposta e quem enfrente dificuldades no acesso a medicamentos, aos cuidados continuados ou aos cuidados paliativos.
Há também profissionais cansados, serviços sobrecarregados e dificuldades crescentes em fixar recursos humanos.
António Arnaut lutou por um sistema completamente diferente.
De governo em governo, ninguém parece verdadeiramente interessado em avançar com as medidas necessárias para impedir que a doença se agrave.
Onde o Estado falha, os privados avançam.
Quem pode pagar recorre aos privados.
Quem não pode, espera e desespera.
E é aqui que a desigualdade começa a transformar um direito constitucional num privilégio condicionado pela carteira de cada um.
Defender o SNS exige resolver os seus problemas.
A pergunta é simples, mas decisiva: queremos um SNS verdadeiramente universal, sustentável e acessível a todos, ou caminhamos para uma saúde cada vez mais dependente da capacidade económica de cada cidadão? No fim, a questão não é apenas financeira ou política.
É uma questão de dignidade humana.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.dn.pt — o conteúdo pertence a Diário de Notícias.